Motta quer discutir redução de penas em vez de anistia ampla
Presidente da Câmara avisou a líderes partidários que deve pautar urgência do PL da anistia na quarta-feira (17/9)
atualizado
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a aliados que pretende discutir uma redução de pena aos envolvidos no 8 de Janeiro em vez de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. A sinalização foi feita durante a reunião de líderes da Casa, onde Motta anunciou que pautaria a urgência do projeto de lei (PL) da anistia no plenário na quarta-feira (17/9).
Como mostrado pelo Metrópoles, tanto o governo quanto a oposição começaram a contar votos “no varejo” para mapear os possíveis placares. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), encomendou um estudo à equipe legislativa. Já o governo faz reuniões para traçar estratégias em relação ao tema, sob a coordenação da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política.
O texto defendido por Motta é semelhante ao que propõe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que é contrário a uma anistia que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Alcolumbre tenta construir um texto que somente reduza as penas a aqueles condenados pelos ataques à Praça dos Três Poderes e não abra brechas para beneficiar Bolsonaro, que foi julgado culpado por tentativa de golpe pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como também mostrou o Metrópoles, Motta tenta buscar um consenso com o governo, o STF e Alcolumbre antes de levar a votação do mérito do projeto da anistia ao plenário da Câmara.
