Motta quer deixar para agosto definição de relatoria da CPMI do INSS

Adiamento da escolha pode dar respiro a Motta para negociar um nome, uma vez que colegiado só será aberto após o recesso parlamentar

atualizado

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Imagem colorida mostra homem de terno e óculos de grau segurando microfone na mão
1 de 1 Imagem colorida mostra homem de terno e óculos de grau segurando microfone na mão - Foto: Reprodução/YouTube

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer deixar para agosto a definição da relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – o esquema foi revelado pelo Metrópoles.

A vontade foi comunicada à cúpula da Casa nesta terça-feira (8/7), em reunião com líderes partidários do governo e também da oposição, principal fiadora do colegiado.

Resta, porém, combinar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A ideia de Motta é conversar com o colega a possibilidade de atrasar a indicação. Com isso, o deputado ganharia tempo de negociar a escolha com os pares, além de evitar levantar uma nova polêmica em meio a uma reaproximação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Não há pressa para definição do relator porque a CPMI do INSS só deve ser instaurada, de fato, no segundo semestre. A própria oposição concordou em atrasar sua abertura, pois a comissão tem prazo para funcionar e perderia tempo de atividade devido ao recesso que se aproxima.

A expectativa é de que um nome alinhado à oposição seja escolhido como relator. Seria uma forma de contrapor a escolha do senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente do colegiado. Geralmente, comissões de inquérito alternam os perfis da presidência e relatoria, como maneira de equilibrar a correlação de forças.

Um dos nomes cotados para a relatoria é a deputada Coronel Fernanda (PL-MT). Ela e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) capitanearam a coleta de assinaturas para instaurar a CPMI. Esse tipo de comissão de inquérito requer um terço de apoio nas duas casas, mas o esforço é recompensado, pois a instauração torna-se obrigatória, uma vez atingidos os requisitos mínimos.

A parlamentar de primeiro mandato enfrenta resistência para ser indicada ao posto, pois lideranças da oposição a consideram pouco experiente para fazer um contraponto ao senador Omar Aziz. O senador, além de ser mais alinhado ao governo Lula, tem histórico político: está em seu segundo mandato e ocupou outros cargos, como o de governador.

Uma ala da oposição cita o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) como opção que poderia desgastar o governo, e se fala também na ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) Caroline de Toni (PL-SC). A escolha de um nome do Centrão alinhado ao bolsonarismo não está descartada.

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