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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou na última sexta-feira (29/6) um inquérito contra o deputado federal e ex-ministro das Cidades Bruno Araújo (PSDB-PE). O tucano era investigado por lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

O processo foi instaurado em abril do ano passado com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Araújo teria recebido R$ 600 mil da empreiteira entre 2010 e 2012 para atuar a favor dela no Congresso. “O presente inquérito perdura por prazo significativo, com prorrogações sucessivas, sem que tenham aportado nos autos elementos informativos que possam considerar elementos de corroboração às declarações dos colaboradores”, diz trecho da decisão de Toffoli.

No Drousys, sistema de informática do setor de propinas da Odebrecht, Bruno Araújo tinha o codinome de “Jujuba”. Os depoimentos foram dados ao Ministério Público Federal (MPF) por João Antônio Pacífico Ferreira, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Cláudio Melo Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares.

Bruno Araújo notabilizou-se quando deu o voto decisivo para a abertura do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele foi o 342º deputado a votar a favor da ação de cassação da petista.

Quando foi incluído na lista dos investigados em abril de 2017, Araújo afirmou ter ficado surpreso com a delação “Estou mais que constrangido. Quem tem vergonha na cara tem que se constranger. Diferente disso, é não saber o que isso significa”, argumentou. Em novembro de 2017, o tucano pediu demissão do cargo em carta ao presidente Temer logo após ser incluído nas denúncias.