Fraude no INSS: 1,8 milhão de beneficiários podem pedir ressarcimento
Presidente do INSS informou que aposentados e pensionistas lesados na farra do INSS poderão pedir o ressarcimento a partir desta sexta
atualizado
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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller (foto em destaque), afirmou que 1.860.593 pessoas estão aptas a aderir ao ressarcimento após descontos indevidos realizados por entidades, na chamada “farra do INSS”, esquema revelado pelo Metrópoles.
Os números foram apresentados na manhã desta quinta-feira (10/7), durante coletiva em que foram detalhados o cronograma, os valores e o formato de adesão aos ressarcimentos. Waller destacou que os beneficiários poderão utilizar o aplicativo Meu INSS ou comparecer presencialmente às agências dos Correios para formalizar a adesão.
O plano de ressarcimento do governo Lula começa a valer nesta sexta-feira (11/7) e contempla pessoas lesadas entre março de 2020 e março de 2025. “Os aposentados e pensionistas poderão confirmar que aceitam receber a indenização, que corresponde ao valor corrigido pelo IPCA do período de março de 2020 a março de 2025, pago integralmente de uma única vez”, explicou o presidente.
“Esses são os únicos dois meios de aceitar o acordo. O INSS não enviará nenhuma outra forma de comunicação. Esse é o primeiro grupo. A ordem de pagamento seguirá a ordem de adesão ao acordo: quem aceitar primeiro, receberá primeiro”, concluiu Waller.
De acordo com o presidente do INSS, o sistema para consulta e contestação dos descontos feitos pelas entidades deve ficar aberto até 14 de novembro de 2025.
“Crise mais nefasta do país”
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que um “pacto nacional” se formou para garantir que aposentados e pensionistas lesados na chamada “farra do INSS” fossem reembolsados. O chefe da pasta classificou o esquema de descontos indevidos como a “crise mais nefasta do país”.
“Esse é o acontecimento mais nefasto, a crise mais nefasta do país. [Se fez] uma operação sem proteção a quem quer que seja para encontrar os culpados. Estamos à disposição da PF para levantar todos os dados possíveis — nós estamos inaugurando uma nova fase de integração com a Polícia Federal (PF)”, afirmou.
O acordo, articulado entre o INSS e o Ministério da Previdência Social, com apoio da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), busca evitar a judicialização de casos envolvendo pessoas lesadas por descontos irregulares — a chamada “farra do INSS”.













