“Inexistente e equivocada”, diz Paes sobre política de segurança do RJ

Prefeito pede que haja ponto de equilíbrio nas operações policiais do estado

atualizado 07/05/2021 11:14

Eduardo Paes, prefeito do RioAline Massuca/Metrópoles

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (7/5), que a Operação Exceptis da Polícia Civil na Favela do Jacarezinho é resultado de uma política de segurança pública “inexistente e equivocada”. A ação aconteceu na quinta-feira (6/5), e deixou 25 pessoas mortas, entre elas, um policial.

Conforme apontou o jornal Extra, Paes destacou que operações como a que ocorreu “submete policiais a risco e permite que o crime se alastre”. O prefeito indicou que não vê com bons olhos a decisão do STF que impede ações policiais durante a pandemia.

“Se há uma intervenção a ser feita, não é tirando o bode da sala. Se há uma irregularidade, precisa ser investigada e punida. Mas que decisão é essa que diz que a polícia não pode entrar no local?”, questionou o prefeito.

Paes disse que se encontrará com o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, para tratar sobre a operação policial com maior número de mortes da história do estado.

“A Cidade da Polícia, que reúne toda a inteligência da polícia, fica em frente ao Jacarezinho. Como está dominado pelo poder paralelo? Devíamos ter saído com 25 pessoas presas. Essa é a oportunidade grande de fazer uma ocupação permanente no Jacarezinho”, disse Paes.

Para o prefeito, a reação à operação não deve ser radical a ponto “de permitir que o crime lá se alastre”. Contudo, diz Paes, “não podemos dar voz a esses loucos que acham que se pode invadir a casa de um cidadão comum e promover violência. É preciso um ponto de equilíbrio nessa história”

Paes também criticou o impacto da operação policial nas escolas da favela. “Dezoito escolas fecharam ontem no Jacarezinho por causa da operação. Precisamos educar nossas crianças”, disse.

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