Haddad celebra decisão do STJ de parar atividades em refinaria no RJ
Refinaria havia sido alvo de operação após atuação da Receita Federal contra o crime organizado no setor de combustíveis
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou, na quarta-feira (29/10), a interrupção das atividades na Refinaria de Manguinhos, a Refit, a pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A empresa havia sido alvo de uma operação policial depois da atuação da Receita Federal, no mês passado, em operação contra o crime organizado no setor de combustíveis.
“Quando eu falo da fraude, eu não estou nomeando quem fraudou. Mas que aconteceu, aconteceu. Isso é público. O destino da mercadoria era outro, e o conteúdo declarado não confere com os laudos que foram feitos quando da apreensão. São crimes tributários, que precisam de punição e, pelo volume de recursos, precisa de uma punição exemplar”, avaliou o ministro.
O estado do Rio de Janeiro pediu a reativação da refinaria alegando perda de receitas, tendo as atividades liberadas na segunda-feira (27/10). No entanto, por decisão da Justiça, as operações voltaram a ser interrompidas.
Haddad avaliou que o estado sofre um grande problema com a questão do crime organizado no setor de combustíveis e que isso é de conhecimento de todo o país. De acordo com ele, o governador do RJ, Cláudio Castro (PL-RJ), não parece estar inteirado do que acontece na região.
“Eu deixo um apelo para o governador do Rio de Janeiro de se inteirar da situação. Parece-me que o governador não está inteirado do que está acontecendo no Rio de Janeiro desse ponto de vista, a julgar pela atuação do governo do estado nesse caso”, destacou.
