Em busca de votos, Messias janta com senadores e Zanin

No total, 38 parlamentares foram ao evento organizado pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP)

atualizado

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Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias metrópoles 4
1 de 1 Advogado-geral da União, e indicado por Lula ao STF, Jorge Messias metrópoles 4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/ METRÓPOLES @vinicius.foto

O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, participou de um jantar na noite de quarta-feira (8/4) com senadores no Lago Sul, região nobre de Brasília. O evento contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.

Segundo apurou o Metrópoles, Messias chegou acompanhado do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e do líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou do evento.

No total, participaram 38 senadores, incluindo Soraya Thronicke (PSB-MS) e Sérgio Petecão (PSD-AC), servidos pelo cardápio oferecido pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP), organizador do evento, que preparou um peixe e serviu suco de cupuaçu.

Segundo relatos colhidos pela reportagem, senadores enxergam um clima mais favorável a Messias para a sabatina na CCJ e também na votação em plenário. Um senador falou reservadamente que calcula 47 votos para o indicado.

Dosimetria

A sessão para analisar o veto da dosimetria anunciada por Alcolumbre também foi tema do jantar. Senadores avaliam que a convocação serve para “acalmar” e “pacificar” a relação com a oposição nas duas Casas.

O entendimento é de que a análise seja realizada com a maior brevidade possível, em uma tentativa de reduzir a tensão com a oposição. Nesse cenário, Messias poderia encontrar um ambiente de menor confronto.

Banco Master

Inevitavelmente, o assunto da delação de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, veio à tona. Autoridades de vários ambitos dos Poderes estão receosos com o que o banqueiro pode falar.

Como mostrouMetrópoles, o Master fez repasses milionários a escritórios e empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer (MDB), ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, à família do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ao ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (União Brasil), bem como aos ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

Os dados obtidos pelo portal constam nos relatórios da Receita Federal enviados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O escritório de advocacia de Temer, por exemplo, recebeu do Master R$ 10 milhões em 2025. Já escritórios de Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023.

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