Governo mantém previsão do PIB em 5,3% e inflação mais alta

Para 2022, a projeção de avanço do Produto Interno Bruto caiu de 2,51% para 2,50%

atualizado 16/09/2021 10:35

Michael Melo/Metrópoles

O Ministério da Economia estagnou em 5,3% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16/9) pela Secretaria de Política Econômica, por meio do Boletim Macrofiscal.

Já para o ano de 2022, a previsão de crescimento do PIB caiu de 2,51% para 2,50%.

“A manutenção da projeção do ano corrente se deve à continuidade da retomada econômica que vem ocorrendo, como mostram os indicadores coincidentes de atividade. Neste ano, com o avanço da vacinação e queda do distanciamento social, a economia vem registrando um patamar mais alto de expansão”, afirmou o governo em nota.

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Apesar da projeção da equipe econômica se manter para 2022, as expectativas do mercado não são tão otimistas. Isso, porquê, os especialistas aguardam uma solução para o problema dos precatórios, que é considerado um “meteoro” para as contas públicas.

Os quase R$ 90 bilhões em dívidas reconhecidas pela União podem atravancar a expansão do Bolsa Família e o pagamento de servidores públicos, segundo o ministro Paulo Guedes (Economia).

Além disso, ruídos políticos afetam ainda mais o crescimento, principalmente com o clima tenso de antecipação eleitoral. “Apesar da recente crise e da necessidade de uma resposta ampla com impactos fiscais de curto prazo, o processo de consolidação das finanças públicas teve seu curso mantido”, ponderou a pasta.

Inflação

O Ministério da Economia elevou sua projeção de 5,90% para 7,90%, em 2021, para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que regula a inflação oficial do país.

Essa expectativa se distancia ainda mais do centro da meta estabelecido para o governo neste ano (3,75%) e também do teto (5,25%). Com a projeção, a pasta destacou que a meta deve ser descumprida.

Para 2022, a alta dos preços deve aliviar. A estimativa do governo, contudo, subiu de 3,5% para 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice estiver entre 2% e 5%.

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