Em nova debandada, quatro diretores anunciam saída da Petrobras

No início deste mês, outros quatro conselheiros já haviam informado que não pretendiam ser reconduzidos ao cargo

atualizado 24/03/2021 19:58

Petrobras - SedeFernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras informou, no início da noite desta quarta-feira (24/3), que quatro diretores não têm interesse em renovar os mandatos à frente da empresa. A decisão ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar, via rede social, o nome do ex-diretor-geral da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, para a presidência da estatal, no lugar de Roberto Castello Branco. A indicação do militar será analisada no próximo dia 21 de abril.

“A Petrobras informa que a Diretora Executiva Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida; o Diretor Executivo de Comercialização e Logística, André Chiarini; o Diretor Executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira; e o Diretor Executivo de Desenvolvimento da Produção, Rudimar Lorenzatto, comunicaram ao Conselho de Administração que não têm interesse em renovar seus respectivos mandatos para um novo período”, informou a petroleira, em nota.

Os mandatos da Diretoria Executiva foram encerrados na última sexta-feira (20/3), encontrando-se o prazo de gestão estendido até a investidura de novos Diretores Executivos. “Os Diretores Executivos informaram não tratar-se de ato de renúncia e que estão comprometidos a cumprir rigorosamente com todos os seus deveres e obrigações até a posse de seus respectivos sucessores, o que deve ocorrer após a realização da Assembleia Geral Extraordinária no dia 12 de abril de 2021”, prosseguiu a Petrobras.

No início deste mês, quatro conselheiros – João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva e Omar Carneiro da Cunha Sobrinho – já haviam informado à Petrobras que não pretendiam ser reconduzidos ao colegiado.

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Em Fato Relevante, a companhia informou que Cox Neto e Ziviani alegaram razões pessoais para a decisão. Já Souza e Silva declarou ter tomado a decisão após o mandato dele ser “interrompido inesperadamente”. Já a mensagem de Omar Carneiro da Cunha revela insatisfação com a decisão de Jair Bolsonaro de promover uma troca no comando da estatal, com a indicação de Joaquim Silva e Luna para o lugar de Roberto Castello Branco.

“Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados às alterações na alta administração da Petrobras, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como Conselheiro desta renomada empresa”, disse Cunha, na ocasião.

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