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Brasil

Em homenagem às vítimas da Covid, Lula culpa governo Bolsonaro por mortes

Lula sancionou nesta segunda-feira (11/5) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data foi fixada em 12 de março

11/05/2026 17:27, atualizado 11/05/2026 19:06
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Em homenagem às vítimas da Covid, Lula culpa governo Bolsonaro por mortes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11/5) o Projeto de Lei nº 2.120/2022, que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data foi fixada em 12 de março, em homenagem às pessoas que perderam a vida em decorrência da pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.

A escolha do dia remete a 12 de março de 2020, quando foi registrada a primeira morte por Covid-19 no Brasil. A vítima, uma mulher de 57 anos, vivia em São Paulo. Desde então, o país enfrentou sucessivos recordes de óbitos, ultrapassando a marca de 700 mil mortes causadas pela doença.

No evento, Lula voltou a criticar a condução das ações contra a pandemia durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Só faz sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável”, disse Lula durante a cerimônia.

O chefe do Planalto responsabilizou, além do ex-presidente, os quatro nomes que passaram pela chefia do Ministério da Saúde na gestão Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. Lula defendeu dar “nome aos bois”.

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Presidente e ministros assinaram instituição da data no país
Presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data foi criada em homenagem às vítimas da pandemia e em reconhecimento aos impactos causados pela doença no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

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“Quem lembra do ministro da Saúde dele? Quem se lembra do nome dos ministros? Quem se lembra do primeiro? Quem se lembra do segundo? O terceiro você lembra porque era um general totalmente desinformado e ignorante, e fazia questão de ser assim. Porque ele achava que iriam eleger ele com a ignorância dele. Então se a gente não der nome aos bois, esses cidadãos vão transitar pelas ruas como se fossem seres humanos que tivessem o mínimo de sentimento como humanista”, afirmou o petista.

“Isso aqui é mais forte do que muitas guerras que aconteceram no mundo. O que nós temos que fazer é fazer com que as pessoas saibam quem foram os responsáveis, que fortaleceram a ignorância do presidente no trato de uma epidemia como essa”, defendeu Lula.

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Falas de Bolsonaro

Durante a cerimônia, o chefe do Executivo também citou declarações de Jair Bolsonaro durante a emergência sanitária. O ex-mandatário minimizou a gravidade do vírus e chegou a se referir à doença como uma “gripezinha”.

“Bolsonaro dizia: ‘A pandemia está chegando ao fim, e que um pequeno repique pode acontecer. […] A pressa da vacina não se justifica, porque você mexe com a vida das pessoas. Você vai inocular algo em você’, disse o presidente. Essa fala foi em entrevista publicada no sábado, 19 de dezembro de 2020, no canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar o golpe contra o Brasil”, relembrou o petista, citando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A condução da crise sanitária pelo governo Bolsonaro motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar possíveis omissões do Executivo federal. No relatório final, o colegiado atribuiu a Bolsonaro a prática de nove crimes.

Posteriormente, ao solicitar o arquivamento dos casos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou não haver elementos suficientes que comprovassem essas acusações.

O documento do qual o presidente tirou as declarações e que levou à cerimônia é intitulado “A gestão Bolsonaro e a pandemia de covid-19”. O material reúne falas do ex-presidente durante a pandemia, com base em matérias jornalísticas que repercutiram essas declarações.

O petista afirmou que o conteúdo teria sido publicado pelo Ministério da Saúde e incentivou a militância a acessá-lo. Veja:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data foi criada em homenagem às vítimas da pandemia e em reconhecimento aos impactos causados pela doença no país

“O Ministério da Saúde publicou aqui ‘A gestão Bolsonaro e a pandemia de covid-19’. É importante que cada militante tenha isso aqui na mão, porque aqui tem tudo que foi a desgraça que eles falaram durante dois anos de pandemia”, disse Lula.
Após o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a cartilha, na verdade, foi elaborada por ele próprio, e não pelo Ministério da Saúde.

“Esse é um documento que eu, enquanto pessoa, fiz, tanto é que não é um documento do Ministério da Saúde. É um documento de informações que nós repassamos e recolhemos a ele. O presidente recebe documentos, ele não pediu para o governo distribuir, ele não pediu para a estrutura do governo distribuir, nem para a estrutura do Ministério da Saúde distribuir”, pontuou.

A cerimônia de assinatura aconteceu no Palácio do Planalto, com a presença da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, da Casa Civil, Miriam Belchior, dads Relações Institucionais, José Guimarães, além do líder do PT na Câmara dos Deputados e autor do projeto de lei, deputado Pedro Uczai (PT-SC).