CNJ lança painel para contato entre pretendentes à adoção e crianças

Interessados em adotar crianças inscritos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento podem acessar painel a partir desta segunda (5/9)

atualizado 05/09/2022 15:27

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou, nesta segunda-feira (5/9), o acesso ao painel digital Busca Ativa Nacional para pretendentes habilitados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). A plataforma tem como objetivo facilitar o contato entre interessados e crianças aptas à adoção no Brasil.

A plataforma tem como objetivo aumentar as chances de meninos e meninas encontrarem uma família para viver. Além das descrições, os pretendentes poderão verificar fotos e vídeos das crianças e adolescentes.

Atualmente, mais de 4 mil pequenos e jovens esperam serem adotados no país. Desses, aproximadamente 2,3 mil não conseguem encontrar pretendentes interessados em integrá-los à família: são crianças mais velhas, que fazem parte de grupos irmãos ou, ainda, com doenças ou deficiências.

A ideia da busca ativa é criar mais uma oportunidade para essa parcela de crianças, que não conseguem ser vinculadas pelos sistemas tradicionais.

painel digital site sistema do governo
Template do painel divulgado pelo CNJ, com informações exemplificativas

Cuidado com a privacidade

Segundo informações do órgão, a divulgação das informações dos menores depende de autorização judicial e de manifestação de interesse da criança ou do adolescente, quando forem capazes de autorizar a utilização de dados e imagem.

A implementação da ferramenta foi dividida em duas etapas: a primeira delas – concretizada em maio deste ano – permitiu que as unidades judiciárias indiquem os pequenos e jovens que estão disponíveis para busca ativa, com a possibilidade de inclusão de fotos e vídeos. Na segunda etapa, a partir desta segunda (5), tais informações serão disponibilizadas aos pretendentes, com acesso restrito.

A busca ativa a partir do SNA soma-se às iniciativas já adotadas por alguns tribunais brasileiros no esforço de unir as crianças às novas famílias. Desde maio, cerca de 200 crianças e adolescentes foram indicadas pelas Varas de Infância e Juventude para a Busca Ativa.

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