Brumadinho (MG) – Chegou a 165 o número de mortos com o rompimento da barragem da mineradora Vale na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Este domingo (10/2) é o 16º dia de buscas desde a tragédia e ainda restam 160 desaparecidos, informou a Defesa Civil. No total, 156 vítimas fatais foram identificadas.

As buscas estão sendo realizadas desde o rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, ocorrido no último dia 25.

Na última sexta-feira (8/2), as autoridades responsáveis pelas buscas no município mineiro não fizeram nenhuma atualização a respeito do número de mortos, assim como no sábado. Na quinta-feira (7/2), último dia que foram divulgados boletins, os esforços de buscas por corpos e sobreviventes foram prejudicados pela forte chuva que caiu na região, o que impediu helicópteros de decolarem logo cedo.

O Metrópoles mostrou que, neste domingo, Bombeiros encontraram indícios de ao menos três novos corpos na região onde havia um lago, muito perto do refeitório da Vale.

As equipes tiveram que fazer o trabalho a pé. Agora, os socorristas contam com ajuda de retroescavadeiras para vasculhar a lama e localizar cadáveres. Além disso, estão sendo adotados os chamados veículos anfíbios, que podem procurar resquícios em regiões com muita água.

Prefeito fala em reconstrução
Se em um primeiro momento as autoridades do município concentraram seus esforços no atendimento à população, agora já falam na reconstrução de Brumadinho. Segundo o prefeito da cidade mineira, Avimar de Melo, a prefeitura negocia com a Vale e um fundo canadense um aporte para as obras.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva, mas o político não detalhou nada sobre a possível parceria. Destacou, contudo, que mantém as tratativas com a mineradora para prestar o devido apoio às vítimas da tragédia, incluindo custeio de despesas dos atingidos e da reconstrução das estruturas danificadas.

A Vale, por sua vez, anunciou a compra de equipamentos para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte (MG), que trabalha na identificação das vítimas: Brumadinho fica na região metropolitana da capital mineira. De acordo com a empresa, já foi instalado no IML um flat scan, que custou R$ 1,3 milhão e permite escanear raios X para laudos periciais.

Já a Polícia Federal abriu investigação sobre o possível acúmulo de água e falhas de drenagem e de segurança na mina. Nesta quinta, deixaram a cadeia os funcionários da Vale e engenheiros de empresa terceirizada que atestaram a estabilidade da estrutura: a liberdade foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quarta (6).