Acusada de atropelar jovem após tentar fugir de blitz é presa

O sargento da Polícia Militar que atua em uma Unidade de Polícia Pacificadora, em Bonsucesso e marido da contorneadora prestou depoimento

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atualizado 29/10/2019 21:46

Karla Vasconcellos, acusada de matar o operador de máquinas Jonatan Lima da Silva, atropelado após tentativa de fugir de blitz da Lei Seca, foi presa de forma temporária na tarde desta terça-feira (29/10/2019). Os advogados de defesa dela afirmaram que a cliente se entregaria. Porém, ela foi presa por agentes que a monitoravam.

Segundo o Extra, policiais receberam uma ligação através do Disque-Denúncia informando o local em que ela estaria. Mas Karla, que é pedagoga, não estava lá. Nessa segunda-feira (28/10/2019) foi divulgado pelo Portal dos Procurados um cartaz com a foto dela oferecendo R$1 mil para quem ajudasse a localizá-la. Policiais receberam diversas ligações dos últimos dias com supostos endereços ligados a Karla.

Por volta das 14h desta terça, o marido de Karla — um sargento da Polícia Militar que atua em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em Bonsucesso — chegou à delegacia para prestar depoimento. Mais cedo, os investigadores divulgaram imagens que mostram um homem saindo do carro após o acidente. Em depoimento, o PM negou que a pessoa no vídeo seja ele.

Reginaldo Guilherme da Silva, delegado da Titular da 33ª DP (Realengo), afirmou, antes de o sargento dar o depoimento, que “se ele não vier aqui hoje prestar depoimento, vou até o batalhão onde ele atua para o comandante ordenar a sua apresentação”.

O delegado fará um acareação separadamente dos depoimentos de Karla e do marido. O procedimento serve para comparar os relatos de cada envolvido no caso.

Caso registrado
Inicialmente, o caso foi registrado na sexta-feira na 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), que atua como central de flagrante na madrugada. Na ocasião, Karla chegou a ser indiciada por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar.

Porém, acabou liberada com o pagamento de uma fiança de R$ 1 mil — mesmo com os depoimentos de agentes da Lei Seca afirmando que ela somente não fugiu do local porque foi contida por populares. Contudo, a história seguiu para a 33ª DP (Realengo) e recebeu nova interpretação.

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