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Não é segredo para ninguém que a cervejinha, o vinho, a vodca e demais bebidas alcoólicas deixaram de fazer parte só dos fins de semana e passaram a lotar as despensas e geladeiras de muitos brasileiros. Sem contar a quase diária happy hour. Tanto que, dados de 2015 da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontam o Brasil como o nono país do mundo onde mais se consome álcool: 8,7 litros/ano por pessoa.

Apesar disso, quando questionados, costumamos dizer aquela famosa frase para evitar julgamentos: bebo apenas socialmente. Mas o que significa esse “socialmente”? A partir de que momento devo começar a me preocupar com a quantidade de bebida alcoólica que consumo? O que bebo pode prejudicar a minha saúde ou ainda está dentro dos padrões estabelecidos?

O Metrópoles foi atrás das respostas. Segundo a OMS, para se evitar problemas com o álcool e de saúde, o máximo a ser ingerido por uma pessoa deve ser de 12 unidades alcoólicas por semana. Parece muito? Ledo engano. Isso porque uma unidade alcoólica não significa exatamente uma latinha de cerveja.

O que precisa ser levado em consideração é o teor alcoólico do que irá ser consumido. Bebidas destiladas mais fortes, como vodca, uísque e cachaça, por exemplo, têm de ser consumidas em menor quantidade do que a cerveja ou o vinho. Há até uma “fórmula” matemática para ensinar aos beberrões o máximo a ser ingerido por semana.

É bem simples, basta pegar o teor alcoólico e multiplicar pela quantidade a ser bebida em mililitros. Depois, é só dividir por mil. O valor encontrado é o quanto aquela bebida significa em unidade alcoólica, sempre lembrando que nunca deve-se passar de 12 unidades por semana.

Para você entender, vamos calcular a quantidade máxima recomendada de cerveja Skol em sete dias. O teor alcoólico da bebida é de 4,7%. Uma garrafa tem 600 ml. Então:

Teor Alcoólico x Volume (ml) ÷ 1.000 = número de unidades alcoólicas

4,7 x 600 ml ÷ 1.000 = 2,82.

Ou seja, cada garrafa tem 2,82 unidade alcoólica, então, o máximo que você poderia beber é cerca de quatro garrafas por semana, o que daria 11,28, um pouquinho abaixo das 12 unidades permitidas. Achou a conta difícil? Nós calculamos a quantidade das bebidas alcoólicas mais consumidas no Brasil que você pode ingerir semanalmente.

 

Primeiros sinais
Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), o ideal seria que ninguém consumisse bebida alcoólica, como quase ninguém segue essa recomendação, o consumo dentro do padrão indicado pela OMS traz “baixo impacto para a saúde”, garante Angelo Campana, presidente da Abead.

Quando a quantidade começa a superar as 12 doses semanais, já está na hora de acender o alerta. Você pode calcular ainda o seu consumo diário para saber se há probabilidade de a diversão estar se transformando em vício. Também de acordo com dados divulgados pela Abead, se o consumo é superior a três doses diárias, já há um risco moderado de alcoolismo. Acima de cinco doses, o risco já é avançado.



 

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