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Cinco dos 10 governadores incluídos na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tiveram os nomes revelados. O Ministério Público Federal (MPF) pediu a abertura de inquérito contra Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, Beto Richa (PSDB), do Paraná, Renan Filho (PMDB), de Alagoas, e Tião Viana (PT), do Acre. Além dos chefes dos executivos locais, também foi divulgado o nome do ministro Marcos Pereira, da Indústria e Comércio Exterior.

As informações foram dadas na noite desta quarta-feira (15) pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Ao todo, 22 nomes foram exibidos pela reportagem. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é o responsável por julgar ações contra governadores e já foi informado que receberá os casos. Os nomes, entretanto, permanecem sob sigilo oficialmente.

A reportagem também expõe o nome de outros políticos que poderão ser investigados no âmbito da Operação Lava Jato. Entre os senadores, Lindbergh Faria (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Lídice da Mata (PSB-BA) e Marta Suplicy (PMDB-SP). Na lista de deputados entraram Marco Maia (PT-RS), Andres Sanchez (PT-SP), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI).

Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos na Lava Jato, nesta terça-feira (14). A iniciativa foi tomada a partir dos acordos de delação premiada firmados com 77 executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem. Também foram solicitados 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, além de sete arquivamentos e 19 outras providências.

A segunda lista de Janot é três vezes maior que a primeira. Em 2015, o procurador requereu 28 inquéritos contra 49 deputados e senadores com base nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Desde a primeira lista do procurador, foram surgindo novas delações, como a do ex-senador Delcídio Amaral. As investigações se aprofundaram e envolveram outros políticos. Nenhuma das colaborações até agora, contudo, tinha a mesma dimensão e o mesmo volume de provas que a da Odebrecht, com potencial para atingir alguns políticos dos principais partidos brasileiros, da base e da oposição ao governo, além de implicar políticos e agentes públicos em obras no exterior.


Confira os novos nomes revelados

Ministros
Além dos cinco ministros revelados nesta terça (14), também está na lista:
Marcos Pereira (PRB-RJ), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Governadores
Renan Filho (PMDB), de Alagoas
Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro
Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais
Tião Viana (PT), do Acre
Beto Richa (PSDB), do Paraná

Senadores
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Jorge Viana (PT-AC)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
LÍdice da Mata (PSB-BA)

Deputados
Marco Maia (PT-RS)
Andres Sanchez (PT-SP)
Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Paes Landim (PTB-PI)

Políticos sem foro
Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro do governo Temer
Sergio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, atualmente preso
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, atualmente preso.
Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto
Paulo Skaf (PMDB-SP), candidato derrotado a governador de São Paulo em 2014
Edinho Silva (PT-SP), ex-tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, atual prefeito de Araraquara
Anderson Dornelles, ex-assessor direto da ex-presidente Dilma Rousseff

O outro lado
Em nota enviado ao Metrópoles, o senador Lindbergh Farias afirmou que confia nas investigações. “Assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo. Novamente a justiça será feita”.

 

 

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