Olívia Meireles

Por que a polícia está tendo dificuldade para encontrar Lázaro?

As buscas pelo maníaco Lázaro Barbosa entraram no 14º dia. A demora em encontrar o criminoso tem causado pânico no estado de Goiás e no Distrito Federal

Centenas de policiais, de quatro corporações diferentes, estão tentando encontrá-lo. Os agentes usam cães farejadores, helicópteros e aeronaves com câmera com infravermelho, que permite a visão noturna. A tarefa, porém, está se mostrando mais difícil que o imaginado

Confira alguns motivos que fazem essa caçada se estender por tanto tempo:

Lázaro, de 32 anos, passou parte da vida trabalhando em fazendas de Goiás. Ele conhece como ninguém a região entre as cidades goianas de Girassol, Edilândia e Cocalzinho. Desde que matou quatro pessoas da mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, Lázaro vem entrando e saindo de propriedades desses municípios que ficam no Entorno do DF

A origem do criminoso

O criminoso, descrito pelas autoridades como extremamente perigoso, foi classificado por especialistas como um homem com sinais de psicopatia que o impedem de sentir amor, compaixão, carinho, afeto ou qualquer tipo de empatia pela vida humana

O perfil de Lázaro

“Em parte dos casos, o psicopata é um tipo de camaleão – seja para passar despercebido como um cidadão comum perante a sociedade, seja como um mateiro, para se esconder e passar dias na mata. Parte dessa desenvoltura se deve às habilidades que ele desenvolveu na infância e adolescência, quando preferia ficar mais no mato a estar em casa”, explica a psiquiatra Conceição Krause

O maníaco é um camaleão

De acordo com o secretário de Segurança de Goiás, Rodney Miranda, a habilidade do criminoso em andar pela mata dificulta o trabalho policial. “Ele está na zona de conforto e continua num plano ensandecido de fuga”, disse

Facilidade em se locomover

O criminoso tem conseguido se camuflar na mata, mas sem percorrer grandes distâncias. Lázaro, por exemplo, manteve uma família refém e escondeu as três pessoas sob folhas, para que as vítimas não fossem vistas pelas buscas aéreas

Habilidade de se esconder

TEXTO:
Olívia Meireles

IMAGENS:
Metrópoles