Sergio Camargo revolucionou a arte escultural em todo o mundo, afirma professora da UnB
Sergio Camargo é considerado um dos maiores artistas do Brasil; sua exposição em Brasília será aberta ao público no dia 10 de dezembro
atualizado
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Considerado um dos nomes fundamentais da escultura no país, Sergio Camargo ganha uma homenagem inédita organizada pelo Metrópoles. A mostra ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no emblemático Teatro Nacional de Brasília, que se converte em cenário para revisitar sua obra. A entrada será gratuita a partir de 10 de dezembro, com visitação aberta até 25 de fevereiro.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Mesmo após sua morte, em 1990, Camargo segue como uma voz inconfundível do construtivismo brasileiro, reconhecido pela habilidade de converter formas geométricas em arranjos de profundo impacto visual e sensorial.
Em “É Pau, É Pedra…” título da exposição, formas aparentemente simples — cilindros, cubos e retângulos, para citar alguns exemplos — se reinventam. Nas mãos de Camargo, esses elementos ganham pulsação própria, criando um cenário em que cada volume parece vibrar, respirar e capturar o olhar de quem observa.
A professora de artes plásticas da Universidade de Brasília (UnB) Cinara Barbosa destaca uma revalorização de Camargo nos últimos. Esse movimento, na visão da expert, pode ser compreendido como uma convergência entre interesses de mercado e renovação crítica.
“No mercado, obras suas alcançaram valores elevados em leilões internacionais e também em feiras de arte no Brasil, reforçando a ideia de que há uma demanda por abstração e que coloca Camargo entre os nomes valorizados da produção latino-americana”, exalta.

Para Cinara, a circulação de suas obras intensifica essa visibilidade, fortalece instituições e coleções de suas obras e estimula novas leituras críticas.
“Olhar para um artista tão comentado sempre implica desafios, mas há espaço para abordagens renovadas, muitas vezes impulsionadas por pesquisas acadêmicas específicas ou demandas por texto críticos desse sistema de exposições em galerias, feiras e centros culturais.”
“Por vezes, o cruzamento de estudos já desenvolvidos, como pesquisas sobre hibridismos arquitetônicos, encontra, em uma obra como a de Camargo, a fagulha propícia para repensar conceitos e abrir novas frentes interpretativas”, emenda a profissional.
A exposição
O Metrópoles segue ampliando sua presença no panorama cultural do país, apostando em projetos que cruzam linguagens e aproximam o público da arte, da música, da moda e do esporte. Agora, essa vocação se materializa novamente no Foyer da Sala Villa-Lobos, no imponente Teatro Nacional — um cenário carregado de simbolismo e história.

A exposição, com entrada gratuita a partir de 10 de dezembro e aberta até 6 de março, propõe uma nova experiência ao visitante. O espaço, que recentemente pulsou com a energia criativa do Metrópoles Catwalk — evento que colocou Brasília no centro da moda nacional ao reunir talentos locais, nomes de peso de São Paulo e Rio de Janeiro e ícones das passarelas — ganha outra atmosfera para receber a arte.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h












