OMS reage a comentário polêmico de Bolsonaro: “Vacinas salvam vidas”

Em entrevista coletiva nesta sexta (4/9), diretor-geral comentou fala do presidente de que não poderia "obrigar ninguém" a se vacinar

atualizado 04/09/2020 14:18

Tedros Adhanom GhebreyesusPicture Alliance/Getty Images

Questionados sobre a fala do presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) de que no Brasil ninguém seria obrigado a tomar a vacina contra a Covid-19, os diretores da Organização Mundial de Saúde (OMS) voltaram a afirmar a importância de campanhas de imunização para a população.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a OMS não irá endossar nenhuma vacina que não tenha se provado eficaz e segura. “Elas só serão usadas se comprovarem esses dois pontos e precisarão ser aprovadas pela OMS e pelos governos locais”, explicou.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, confirmou que a vacina só será aplicada quando as entidades de saúde, agências regulatórias e governos estiverem confiantes de que elas não fazem mal. “Esse tipo de questionamento mostra que a população precisa de mais informação e transparência sobre o processo de desenvolvimento de vacinas, em geral”, disse.

Sobre os movimentos anti-vacina, o diretor-geral pediu que as pessoas, principalmente os que têm filhos, não acreditem nas narrativas dos grupos e procurem por si mesmos o histórico positivo do uso das vacinas. “Vacinas ajudaram a erradicar várias doenças, como varíola e a poliomielite”, diz Ghebreyesus.

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