A vacinação contra o HPV, doença sexualmente transmitida que pode causar verrugas ou lesões percursoras de câncer, só é administrada gratuitamente na adolescência. Meninos de 11 a 14 anos e meninas entre 9 e 14 anos devem comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país, com intervalo de seis meses entre as duas doses obrigatórias. A meta do governo federal é vacinar pelo menos 80% do público-alvo.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ausência da caderneta de vacinação não é um impeditivo. Nos postos de saúde, após receber a vacina, a pessoa receberá um registro de controle da vacinação (cartão), podendo atualizar a caderneta em outra ocasião. O Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC), vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou novamente que a vacina contra o HPV é segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente e a quarta causa de morte de mulheres pela doença no país. Para cada 100 mil mulheres, 14 terão câncer do colo do útero. Praticamente todas as pessoas com vida sexual ativa poderão ter contato com o vírus HPV ao longo da vida. Além do câncer do colo do útero, mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são provenientes da infecção pelo HPV.

Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2014 e 2018, 5,9 milhões de meninas na faixa etária de 9 a 14 anos foram vacinadas com a segunda dose da vacina, o que representa 49,9% do público-alvo. Em relação à primeira dose, a cobertura vacinal nas meninas é de 70,3%, ou seja, 7,1 milhões. Em 2017, a vacinação passou a ser disponível também para meninos. Desde então, foram vacinados 3 milhões de meninos de 11 a 14 anos com a primeira doses da vacina e 1,4 milhão de meninos com a segunda dose da vacina.

Além da HPV, também estão disponíveis nos postos de saúde vacinas de sarampo, febre amarela, caxumba e rubéola. Segundo o Ministério da Saúde, é essencial que os pais atualizem as cadernetas de vacinação dos filhos no período de volta às aulas, pois o ambiente escolar muitas vezes é um local de contaminação.