Vacina contra HIV tem estudo descontinuado por ineficácia
O imunizante da Johnson & Johnson não foi capaz de gerar anticorpos suficientes para proteger os voluntários contra a infecção do vírus HIV
atualizado

A Johnson & Johnson decidiu encerrar um estudo global para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus HIV após os resultados mostrarem a ineficácia da fórmula na prevenção da doença.
Iniciada em 2019, a pesquisa contou com cerca de 3,9 mil homens que se declaravam gays e transgêneros, grupos considerados mais vulneráveis à infecção. De acordo com a empresa, o imunizante não foi capaz de gerar anticorpos neutralizantes suficientes para proteger os participantes contra o vírus.
O ensaio clínico foi feito com dois tipos diferentes da vacina de vetor viral – que usa um vírus comum de resfriado para levar o código genético do HIV até o alvo.
“Infelizmente, não é o resultado que esperávamos. O desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra o HIV tem sido um desafio científico considerável, mas aprenderemos com este estudo e continuaremos adiante”, disse um porta-voz do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parceiro da J&J no estudo.
A decisão de interromper a pesquisa foi comunicada na quarta-feira (18/1).

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida Getty Images

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids Anna Shvets/Pexels

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico Hugo Barreto/Metrópoles

O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas iStock

O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais iStock

Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Hugo Barreto/Metrópoles

A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos Arthur Menescal/Especial Metrópoles

O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus Arthur Menescal/Especial Metrópoles

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus spukkato/iStock

O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses iStock

O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais Joshua Coleman/Unsplash

Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV iStock

É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo Keith Brofsky/Getty Images
O encerramento ocorre um ano e cinco meses depois de a empresa desistir de um estudo semelhante para o desenvolvimento de outra vacina contra o HIV. (Com informações da agência Reuters)
Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.