Estudo revela como ficou coração de atleta que correu 366 dias

Hugo Farias abandonou a carreira de executivo e decidiu correr por 366 dias. Estudo sobre seu coração fez revelação surpreendente

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Foto colorida de coração humano - Síndrome do coração partido: conheça a doença que simula um infarto, uma das doenças cardiovasculares- Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de coração humano - Síndrome do coração partido: conheça a doença que simula um infarto, uma das doenças cardiovasculares- Metrópoles - Foto: PM Images/Getty Images

Hugo Farias abandonou a carreira de executivo para realizar um feito e deixar sua marca no mundo: visando bater a meta do atleta belga Stephen Engels, que correu 365 maratonas em um ano, o brasileiro adicionou um dia ao desafio. Sim, ele correu 366 dias seguidos na mesma rota em Americana, interior de São Paulo.

“Sempre fui muito fã do Amir Klink — o navegador brasileiro que cruzou o Atlântico Sul remando, em 1984. Pensei: ‘Tá aí’. Acho que posso modelar essa jornada do Amir. Só que, em vez de navegar… vou correr”, disse Hugo à BBC.

Foto colorida de homem sorrindo de boné e com blusa laranja. Ele segura medalha de corrida - Metrópoles

Para realizar a meta, Hugo se preparou com uma equipe multidisciplinar, além de ter convidado o Instituto do Coração (InCor) para o projeto. A ideia era que acompanhassem como seu coração reagiria aos treinos.

O desafio de Hugo foi completado com sucesso em 28 de agosto de 2023, colecionando cerca de 1.590 horas percorrendo 15.569 quilômetros. Ele entrou para o Guinness World Records como recordista mundial de maratonas consecutivas.

E como ficou o coração de Hugo?

E, afinal, o que aconteceu com o coração de Hugo? O atleta passou por avaliações mensais com ergoespirometria, teste de esforço que mede o consumo de oxigênio e a capacidade cardiorrespiratória, além de ecocardiogramas.

A equipe de pesquisadores do InCor concluiu que, mesmo com a frequência de exercícios, não houve alterações nos marcadores de troponina, que indicam dano no miocárdio.

O cardiologista esportivo Filippo Savioli, que não teve relação com o estudo de Hugo, explicou à BBC que “o coração do atleta treinado pode tolerar estresses extremos, desde que dentro de uma faixa de intensidade segura e com adequada recuperação entre sessões.”

Ele ainda alerta para a importância de ter acompanhamento profissional para fazer o mesmo que Hugo. A falta de preparação pode causar arritmias, inflamações ou até morte súbita.

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