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USP desenvolve aplicativo que avalia equilíbrio de idosos pelo celular

Pesquisadores que criaram o aplicativo garantem que a avaliação de equilíbrio é simples, rápida e eficaz; 50 idosos participaram dos testes

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Guilherme Viana/ Agência São Paulo
Imagem colorida de mulheres idosas fazendo exercícios de equilíbrio em ginásio. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de mulheres idosas fazendo exercícios de equilíbrio em ginásio. Metrópoles - Foto: Guilherme Viana/ Agência São Paulo

O Laboratório de Sistemas Motores Humanos da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP) criou um aplicativo que avalia o equilíbrio das pessoas por meio de um chip de celular, chamado acelerômetro. O projeto já foi testado em 50 idosos.

Segundo a universidade, o aplicativo que recebeu o nome de Equidyn, avalia o equilíbrio dinâmico das pessoas de forma simples, rápida e acessível. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) do Rio de Janeiro e já foi testada em um grupo de mais de 50 id0sos.

O objetivo da iniciativa é criar um protocolo padronizado de avaliação de equilíbrio corporal que possa ser inteiramente executado com ajuda do aparelho celular, diminuindo custos com procedimentos e equipamentos complexos.

Como o aplicativo funciona

A tecnologia funciona de forma simples. O paciente instala o aplicativo e coloca o celular na região central das costas com uma cinta elástica. Esse ato deverá ser feito por um examinador, que passará as instruções básicas da ação.

A partir disso, o aplicativo é capaz de fazer praticamente todo o restante do processo, segundo o professor da EEFE, Luís Augusto Teixeira.

Posto o celular nas costas, o app guia a pessoa por uma série de testes, começando por deixar o paciente se equilibrando apenas em uma perna durante 30 segundos, posição chamada de postura quieta em apoio unipodal. Durante esse período, o celular monitora a oscilação do tronco, principal medida do equilíbrio.

A segunda fase do protocolo já avança para os desafios dinâmicos. O participante realiza movimentos de balanço da perna para frente e para trás, depois para os lados, e por fim faz um exercício de sentar e levantar. Todos os movimentos são orientados por sinais sonoros emitidos pelo próprio aplicativo, que padroniza o ritmo dos exercícios e ajuda a garantir a uniformidade dos dados.

Marcas no chão também ajudam a delimitar a amplitude dos gestos, o que reforça a padronização. O professor Texeira conta que a uniformização é muito importante no processo: “Se você deixa livre, a diversidade entre as pessoas é muito grande, e isso dificulta a comparação entre os resultados”. Ele também afirma que a forma de medir do aplicativo, usando o tronco, é a “medida mais precisa da estabilidade corporal”.


Como foram os testes do aplicativo

  • O professor conta que os testes aplicados em mais de 50 idosos apresentaram bons resultados, com todos conseguindo seguir as instruções, manter o ritmo e completar os movimentos.
  • Os dados colhidos mostraram variações esperadas nas acelerações do tronco conforme o tipo de movimento, o que, de acordo com as pesquisas da equipe que elaborou o aplicativo, reforça a confiabilidade da ferramenta.
  • Apesar disso, existem algumas limitações. Pessoas com dificuldades severas de equilíbrio – como idosos bem fragilizados ou pessoas com distúrbios neurológicos – podem não conseguir realizar os exercícios propostos.
  • Por isso, até este momento, o aplicativo é pensado para aqueles que conseguem pelo menos se manter equilibrados em uma perna só por 30 segundos – o primeiro passo da avaliação.
  • O professor Teixeira ainda esclarece que, apesar de os testes terem sido feitos em idosos, o aplicativo funciona para pessoas de qualquer faixa etária.

Próximos passos

O docente revelou que o aplicativo já está pronto, mas que pesquisadores trabalham em uma versão mais enxuta, com menos exercícios por perna e com uma duração reduzida pela metade.

“A tecnologia é a mesma, estamos apenas mudando para outra linguagem de programação, processo que está sob responsabilidade do INT. Então estamos apenas aguardando chegar ao final dessa segunda fase para aumentar a divulgação e permitir que as pessoas usem de forma mais ampla. Porque ficou algo bastante simples, algo bem amigável para ser utilizado”, pontua o professor.

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