“Você tem que proteger”, disse homem após ver esposa baleada por PM

Marido de Thawanna da Silva Salmázio, mulher que morreu após ser baleada por uma policial militar, discutiu com agentes após o disparo

atualizado

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Homem discute com PM após esposa ser baleada - Metrópoles
1 de 1 Homem discute com PM após esposa ser baleada - Metrópoles - Foto: Reprodução

Uma testemunha registrou o momento em que o marido de Thawanna da Silva Salmázio, mulher que morreu após ser baleada por uma policial militar (PM) em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, discute com os agentes que estavam no local. Luciano dos Santos tirou a blusa e a bolsa que carregava para demonstrar que não oferecia risco, segundo o relato.

No vídeo, o homem pergunta aos PMs qual ameaça ele oferecia. Os agentes mandam ele se afastar. “Não te agredi, não. Você tem que proteger, tem que cuidar de mim”, diz Luciano, revoltado. “Se a minha mulher morrer, parceiro?

Segundo o boletim de ocorrência, Thawanna e Luciano dos Santos estavam andando na rua quando a viatura da PM passou ao lado deles. Conforme o registro, Luciano acabou esbarrando no retrovisor do veículo e, ao gritarem para a viatura, os agentes retornaram ao local.

Os PM relataram na delegacia que Thawanna passou a discutir de forma exaltada e que chegou a agredir fisicamente a agente Yasmin Cursino Ferreira. No entanto, a versão é diferente da relatada pelo marido da vítima. No depoimento, Luciano afirmou que uma policial desceu da viatura e efetuou um disparo em direção à esposa dele.


Protesto após morte

  • Moradores fizeram um protesto na Rua Alexandre Davidenko após a morte de Thawanna. Eles montaram uma barricada e atearam fogo em objetos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes do Choque foram encaminhadas para o local.
  • Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também ocorreu uma tentativa de atear fogo em um ônibus. Não há informações sobre feridos ou detidos.
  • Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas. Os policiais foram colocados em funções administrativas até o fim da investigação.
  • O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.

 

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