Sete são presos por furtar milhões em gasolina de dutos da Transpetro. Veja vídeo
Os presos fazem parte de uma organização criminosa especializada em desviar combustível. O grupo causou prejuízo de mais de R$ 5 milhões
atualizado
Compartilhar notícia

Sete suspeitos de integrar uma organização criminosa foram presos por desviar combustível e gerar prejuízo milionário para a Transpetro, nesta segunda-feira (2/3), em Cravinhos, no interior de São Paulo.
As prisões fazem parte da Operação Sangria, a qual revelou que a organização furtava combustível de dutos da empresa petroleira e causou prejuízo superior a R$ 5 milhões. O grupo possui divisão organizada de tarefas e atua nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Nesta manhã, foram expedidos nove mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de quebra de sigilo bancário e telefônico. Até a publicação desta reportagem, sete investigados foram presos e dois permanecem foragidos.
O líder do esquema criminoso foi detido em uma chácara no município de Artur Nogueira, enquanto outros dois mandados de busca foram realizados em empresas distribuidoras de combustíveis, em Campinas. Um empresário do setor foi preso na cidade.
Motoristas e proprietários de caminhões envolvidos nos furtos foram detidos, além dos suspeitos que participaram efetivamente do crime, cavando e acessando os dutos subterrâneos. Em Monte Alegre (MG), um funcionário terceirizado da empresa vítima também foi preso por suspeita de passar informações privilegiadas aos integrantes do bando.
Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos mais de uma dezena de aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos, que devem contribuir para a investigação policial.
Procurada pelo Metrópoles, a Transpetro afirmou que “é vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e tem como maior preocupação a preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambiente”.
A empresa informou ainda que usa tecnologia para a localização de derivações clandestinas e colabora com as autoridades competentes, mantendo articulação constante com órgãos de segurança pública. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o bando irá responder por roubo impróprio, receptação qualificada e organização criminosa.






