Quem era jovem encontrada morta após 12 dias desaparecida em Jundiaí
Melissa Felippe Martins Santos, foi vista pela última vez em 28 de março. Corpo foi encontrado em estágio avançado de decomposição
atualizado
Compartilhar notícia

Melissa Felippe Martins Santos, de 17 anos, gostava de filosofia e estudava para ser psiquiatra, quando desapareceu, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ela foi encontrada morta na tarde de quarta-feira (8/4) após 12 dias de buscas.
Ao Metrópoles, o irmão da jovem, Sólon Felippe Alvarenga, descreveu a menina como “uma pessoa muito sensível, que gosta muito de ler e escrever, e também de escutar música”. Torcedora do Santos, ela havia demonstrado um interesse recente em filosofia.
De acordo com o irmão, a rotina dela era ir para o cursinho, durante a manhã até a tarde, e depois para a escola, no período noturno, onde ficava até às 23h.
“[Ela] dizia querer fazer medicina, talvez para se tornar psiquiatra. Ela tem um histórico de tratamento psicológico e psiquiátrico, e tomava remédios controlados”, contou Sólon.
Melissa nunca havia desaparecido ou fugido de casa antes. Ela chegou a ter episódios sensíveis quanto ao quadro psiquiátrico no passado, quando tratou de depressão e ansiedade. O irmão acredita que o quadro possa ter se agravado recentemente devido à pressão do vestibular.
Ainda de acordo com Sólon, Melissa estava passando por um reajuste das medicações nas últimas semanas devido às novas necessidades e, por isso, a adaptação estava sendo um pouco difícil. “O sono e o humor dela estavam diferentes”, revelou o irmão.
Jovem encontrada morta
O corpo de Melissa Felippe Martins Santos foi encontrado no final da tarde desta quarta-feira (8/4). Ela havia sumido no dia 28 de março, depois de realizar uma prova no prédio do cursinho, em Jundiaí.
Ao Metrópoles, o delegado José Ricardo Marchetti, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), confirmou que equipes policiais encontraram Melissa sem vida em uma área de mata. Ainda segundo Marchetti, o corpo estava em estágio avançado de decomposição e já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) a fim de apurar as causas da morte.
Cronologia da adolescente desaparecida
- No sábado (28/3), a mãe de Melissa a deixou no cursinho em que a jovem estudava, localizado na Avenida 9 de Julho, por volta das 7h. Lá, ela alegou que não estava se sentindo bem e não chegou a realizar a prova.
- Por volta das 7h40, Melissa pediu para deixar o local e foi flagrada pela câmera de segurança da instituição (vídeo acima). Ela caminhou até o ponto de ônibus na Rua do Retiro, próximo da unidade de ensino.
- Melissa pegou um ônibus para o terminal e, de lá, foi até o Jardim Botânico.
- No Jardim Botânico de Jundiaí, a adolescente encontrou um amigo da escola, também menor de idade. Eles ficaram lá juntos entre 8h30 e 12h, aproximadamente, quando ele foi para casa com carro de aplicativo.
- Entre 13h e 14h, Melissa foi vista Terminal Eloy Chaves, onde pegou um carro de aplicativo até as redondezas da capela Nossa Senhora de Aparecida, na região de Medeiros, ainda em Jundiaí.
- Segundo o irmão da adolescente, Sólon, um senhor teria visto uma menina passando mal no ônibus e, no começo da noite, ela estava perguntando como chegar em Itupeva. O homem certifica que a menina era Melissa.
- De acordo com esse homem, ela estava em um ônibus intermunicipal que ia em direção à Cabreúva. A família ainda não conseguiu as filmagens das câmeras de segurança do terminal.




