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Nunes pede multa à Enel de R$ 1 mil por hora para cada imóvel sem luz

Prefeito Ricardo Nunes propõe ação à Justiça em que solicita, ainda, que Enel apresente plano de contingência contra futuros apagões

atualizado

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Patrícia Cruz / Governo do Estado de SP
Imagem colorida mostra o prefeito Ricardo Nunes, homem branco, de cabelo e barba pretos, vestindo terno cinza, em um palco. Ele está atrás de um púlpito, falando ao microfone, olhando para o horizonte - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra o prefeito Ricardo Nunes, homem branco, de cabelo e barba pretos, vestindo terno cinza, em um palco. Ele está atrás de um púlpito, falando ao microfone, olhando para o horizonte - Metrópoles - Foto: Patrícia Cruz / Governo do Estado de SP

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apresentou uma ação à Justiça, na noite dessa quinta-feira (9/11), em que pede que a Enel seja multada em R$ 1 mil por hora de atraso no fornecimento de energia para cada um dos imóveis ainda sem luz desde o apagão que começou na última sexta-feira (3/11). O valor total da multa não foi calculado.

A Enel é a concessionária que distribui energia elétrica para São Paulo e outras 23 cidades da região metropolitana. Segundo informações da própria empresa, 2,1 milhões de imóveis ficaram sem luz após as fortes chuvas que atingiram a Grande São Paulo — 1,4 milhão apenas na capital. Na manhã desta sexta-feira 10/11), a empresa informou que havia restabelecido a energia em 99,99% dos imóveis atingidos.

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Na ação, Nunes pede ainda que a Enel retire, em até 24 horas, as árvores que ainda estão caídas na cidade e que provocaram interferência na fiação elétrica. Segundo informações da Prefeitura, há 3,6 mil pedidos pendentes de desligamento de energia na rede da concessionária para que árvores sejam retiradas ou podadas.

O documento, feito pela Procuradoria Geral do Município, pede, ainda, que a Justiça obrigue a empresa a apresentar um plano de contingência contra tempestades “compatível com as dimensões da cidade de São Paulo” e, em 10 dias, um cronograma de trabalho preventivo contra a próxima temporada de chuvas.

Pedido de transparência

Nunes requereu também que a empresa dê transparência ao total de agentes empenhados em ações de manejo de árvores e que “apresente justificativa idônea para não ter realizado o trabalho em solicitações pendentes”.

Os pedidos da Prefeitura são para a concessão de liminar (uma decisão imediata, antes da análise do mérito), mas o município ainda prepara uma ação contra a Enel por danos ambientais e outra de ressarcimento ao consumidor.

No sábado (4/11), Nunes chegou a conceder uma entrevista coletiva na sede da Enel, mas, à medida em que a crise de falta de energia se acentuou, passou a fazer fortes críticas à empresa. Aliados do prefeito o orientaram a “ir para cima” da concessionária.

Nessa quarta-feira (8/11), Nunes já havia subido o tom contra a empresa, publicando mensagem em suas redes sociais a acusando de mentir.

O Metrópoles tenta contato com a Enel para ouvir posicionamento da empresa. O espaço segue aberto a manifestações.

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