DHPP indicia 4 suspeitos de espancar policial civil até a morte em SP
Agente 2ª Classe Caio Bruno foi morto após tentar arrombar apartamento, sem mandado judicial, e atirar contra morador de favela
atualizado
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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo indiciou, por homicídio qualificado, quatro suspeitos de espancar até a morte o policial civil Caio Bruno, de 33 anos, no fim da noite dessa terça-feira (3/9), em uma viela da Favela do Gato, no centro paulistano.
Caio era agente 2ª Classe da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), atrelada ao Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc). Ele deixa um menino de 2 anos (imagem em destaque).
O policial foi espancado após supostamente tentar arrombar a porta de um apartamento da comunidade carente, sem mandado judicial. A motivação para isso é apurada pelo DHPP.
A ação do policial, que estava sozinho, gerou revolta entre os moradores. Um deles, William Moreira Mendes, partiu para cima do agente.
Caio Bruno, então, sacou sua arma e atirou contra o agressor, acertando-o duas vezes na perna direita. O policial foi desarmado em seguida, imobilizado e espancado violentamente, ficando com o rosto desfigurado.
Quando foi encontrado por policiais militares, ele já estava morto. A poucos metros de seu corpo estava sua arma, com um carregador estendido, no qual havia 25 munições intactas.
Suspeito baleado preso em hospital
O caso passou a ser investigado imediatamente, por delegacias da região, com o apoio do DHPP, resultando na localização de William, que era atendido no Pronto-Socorro de Santana, na zona norte.
Foragido da Justiça, ele foi preso em cumprimento a mandados de prisão por porte ilegal de arma de fogo e ameaça, no contexto de violência doméstica. Além disso, também foi preso em flagrante e indiciado pelo homicídio do policial civil.
Durante a madrugada e a manhã desta quarta-feira (3/9), o DHPP identificou, localizou e prendeu também em flagrante Thiago Bezerra de Almeida, Vitor Ribeiro de Souza e Júlio César Lopes de Oliveira, o Carioca. Todos também indiciados por homicídio qualificado, por meio cruel. A defesa dos quatro não foi localizada e o espaço segue aberto para manifestações.
O DHPP afirmou ao Metrópoles, por meio de nota, que as investigações prosseguem para identificar “outros possíveis envolvidos” nas agressões, “assim como esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido”.
A presença do policial civil na favela e as ações atribuídas a ele, antes do homicídio, serão apuradas “em esfera própria”, diz o texto.






