Dólar cai e Bolsa sobe com mercado atento a Lula e a Moraes

Moeda americana recou 0,48%, cotada a R$ 5,47, e Ibovespa registrou leve alta de 0,12%. Mercado oscilou com declaração de ministro do STF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Os mercados de câmbio e de ações no Brasil operaram com menor tensão nesta quarta-feira (20/8), na comparação com os pregões da véspera. Com isso, o dólar registrou queda de 0,48% frente ao real, cotado a R$ 5,47. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,17%, variação que representa estabilidade do indicador, aos 134.666 pontos.

Na terça-feira (19/8), as sessões foram especialmente conturbadas, com a escalada do embate entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesse cenário, a moeda americana disparou 1,19%, a R$ 5,499, e o Ibovespa desabou 2,10%.

Embora o noticiário tenha esfriado nesta quarta-feira, o dólar e o Ibovespa oscilaram por volta das 14 horas, depois que foram divulgadas declarações do ministro Alexandre de Moraes sobre a crise com os EUA. “Os tribunais brasileiros podem punir instituições financeiras nacionais que bloquearem ou confiscarem ativos domésticos em resposta a ordens americanas”, disse o ministro em entrevista à Reuters.

Nesse horário, o Ibovespa, que operava com 134.954 pontos, caiu abruptamente para 134.303 pontos. O dólar saiu de R$ 5,46 e rapidamente subiu para R$ 5,48. Mas tanto a queda da Bolsa como a alta da moeda americana não se sustentaram na sequência das sessões.

Tensão nos bancos

Moraes referiu-se, no caso, às sanções impostas pelo governo Trump, que o incluiu na Lei Magnitsky, em 30 de julho. A legislação impõe penalidades a acusados de corrupção e violações de direitos humanos. O ministro do STF entrou na relação sob o argumento de que estaria perseguindo politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump.

As punições da Magnitsky preveem o bloqueio de bens, além da proibição de entrada de pessoas no território americano. O problema é que ela poderia ser usada para pressionar as instituições financeiras brasileiras com operações nos Estados Unidos a adotar tais sanções.

Valorização de ações

Na terça-feira, uma decisão do ministro Flávio Dino, também do STF, derrubou a eficácia automática de leis estrangeiras no Brasil. A medida foi contestada pelos EUA, o que causou uma onda de temores no setor bancário.

Nesta quarta-feira, as ações dos bancões, em geral, valorizaram-se ou permaneciam estáveis. Às 16h45, isso acontecia com os papéis do Itaú (+0,52%), Bradesco (+0,07%), Santander (+2,20%), Banco do Brasil (+0,20%), O BTG caía 0,51%. Na terça-feira, deu-se o contrário. As cinco maiores instituições financeiras de capital aberto do Brasil perderam quase R$ 42 bilhões em valor de mercado.

De olho na sucessão

No front da política interna, os investidores também acompanharam a divulgação nesta quarta-feira de pesquisa da Genial/Quaest. O levantamento constatou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu pela segunda vez consecutiva. Ela chegou a 46%. Já a desaprovação recuou no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e foi a 51%, ainda acima da aprovação.

Nas divulgações de pesquisas de cunho eleitoral, o mercado tem adotado uma postura de clara oposição a Lula. Sempre que os indicadores são favoráveis ao presidente, os pregões de dólar e do Ibovespa oscilam. Desta vez, a informação já era esperada por analistas do setor.

Front externo

No cenário internacional, o mercado conheceu a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento não trouxe grandes novidades sobre os motivos que levaram o órgão a manter a taxa de juros no intervalo entre 4,25% e 4,50%.

Ficou evidente, contudo, que os integrantes do Fomc consideraram a inflação um fator mais preocupante do que o comportamento do mercado de trabalho nos EUA. O comportamento dos preços e o nível dos empregos são os pilares do mandato do Fed nesse campo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?