Apesar de preocupação com IA, bolsas da Europa fecham em alta
Além do temor com a possível “bolha da IA”, investidores europeus seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã
atualizado
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Os principais índices das bolsas de valores da Europa encerraram o pregão desta terça-feira (17/2) em alta, apesar da crescente preocupação dos investidores em relação ao setor de inteligência artificial (IA).
O mercado está em estado de alerta em função dos elevados investimentos das empresas em IA, que poderiam, eventualmente, levar a uma “bolha” do setor.
Há dúvidas sobre o efetivo retorno que esses aportes podem trazer às companhias e os efeitos de gastos de tamanha magnitude sobre as finanças das empresas.
O que aconteceu
- O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,45%, aos 621,3 pontos.
- Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX avançou 0,8%, aos 24,9 mil pontos.
- Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com ganhos de 0,79%, aos 10,5 mil pontos.
- O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia com valorização de 0,54%, aos 8,3 mil pontos.
- O Ibex 35, de Madri, também encerrou a sessão no azul, subindo 0,6%, aos 17,9 mil pontos.
Negociações entre EUA e Irã avançam
Além do temor com a possível “bolha da IA”, os investidores europeus seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear dos iranianos. Nesta terça-feira, estão previstas conversas entre representantes dos dois governos, em Genebra (Suíça), o que aumentou o otimismo do mercado por um acordo.
Mais cedo, Teerã anunciou que partes do Estreito de Ormuz seriam fechadas por motivos de “segurança”, por causa dos militares da Guarda Revolucionária iraniana.
O comunicado foi feito por meio da televisão estatal iraniana, com a justificativa de que o fechamento parcial do canal se baseou em “princípios de segurança e navegação”, visto que as forças navais da Guarda Revolucionária iniciaram treinamento já nessa segunda-feira (16/2).
As tratativas diplomáticas ocorrem em um ambiente de forte tensão e movimentação militar. Nas últimas semanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, determinou o envio de navios de guerra e porta-aviões dos EUA para a região, ampliando a presença militar no entorno do Golfo Pérsico.
Ainda nesta terça-feira, os investidores europeus também aguardam reuniões entre EUA, Rússia e Ucrânia, em mais uma tentativa dos norte-americanos de mediar um possível acordo de paz entre os dois países – que estão em guerra há quatro anos.
