Tensão entre Colômbia e Equador cresce após bombardeios na fronteira

Equador tem realizado bombardeios no próprio território contra locais de tráfico, alguns na fronteira com a Colômbia

atualizado

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À esquerda, presidente da Colômbia Gustavo Petro. À direita, presidente do Equador, Daniel Noboa
1 de 1 À esquerda, presidente da Colômbia Gustavo Petro. À direita, presidente do Equador, Daniel Noboa - Foto: Arte Metrópoles

Operações militares no Equador, próximas à fronteira com a Colômbia, têm ampliado a tensão entre os dois países nesta semana, após o governo colombiano identificar um explosivo do Equador, não detonado, no estado de Putumayo, na Colômbia.

O governo do Equador abriu uma investigação para averiguar como a bomba foi parar no país vizinho.


O que está acontecendo?

  • No domingo (15/3), o Equador, liderado pelo presidente Daniel Noboa, anunciou uma força-tarefa de 75 mil homens para uma “guerra contra o narcotráfico”;
  • Formada por militares e policiais, as operações equatorianas têm realizado bombardeios contra locais que chamam de “alvos militares de narcoterroristas”;
  • Na segunda-feira (16/3), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que o país identificou uma bomba no território colombiano. Posteriormente, afirmou que a bomba veio do Exército equatoriano;
  • Na manhã de quarta-feira (17/3), os ministros da Defesa e comandantes do Exército de ambos os países se reuniram e, após análise, confirmaram que o explosivo tem origem equatoriana. O governo do Equador abriu uma investigação para averiguar como a bomba foi parar no país vizinho.
  • A relação entre os países está conturbada desde janeiro, quando o Equador anunciou tarifas de 30% sobre produtos colombianos — aumentadas para 50% em fevereiro, alegando que o governo colombiano “não implementou ações suficientes para resolver problemas do narcotráfico na região”.
  • Em resposta, a Colômbia impôs taxas recíprocas contra produtos do país vizinho.

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Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
Daniel Noboa, presidente do Equador
Equador vai investigar como bomba equatoriana foi parar na Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro

Sebastian Barros/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images
Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022
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Gustavo Petro é presidente da Colômbia desde 2022

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Daniel Noboa, presidente do Equador
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Daniel Noboa, presidente do Equador

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Equador vai investigar como bomba equatoriana foi parar na Colômbia
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Equador vai investigar como bomba equatoriana foi parar na Colômbia

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As ações, segundo o governo equatoriano, são focadas nas províncias de Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas. Moradores destes locais têm que obedecer a um toque de recolher noturno, ou podem pegar até três anos de prisão.

Nas redes sociais, o Ministério da Defesa do Equador tem publicado vídeos de operações, mostrando momentos de bombardeios.

Veja o vídeo de uma ação realizada na província de Los Rios

Na terça, Petro afirmou que os bombardeios equatorianos deixaram 27 “corpos carbonizados” na fronteira entre os países.

No início do mês, em 7 de março, o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, promoveu uma iniciativa internacional chamada “Escudo das Américas”, classificada pelo governo estadunidense como “uma nova iniciativa de segurança no Hemisfério Ocidental”, focada em combater o tráfico de drogas, crime organizado e a imigração ilegal, segundo autoridades dos EUA.

O evento que oficializou a cúpula de Trump foi realizado na Flórida, e estiveram presentes presidentes de vários países da América do Sul, incluindo Noboa, do Equador. O Brasil, o México e a Colômbia, no entanto, não foram à cúpula.

As ações do governo equatoriano contra o narcotráfico têm tido o apoio e ajuda dos Estados Unidos.

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