Brasil e Venezuela são reeleitos em Conselho de Direitos Humanos

Países latinos disputavam vaga em colegiado da Organização das Nações Unidas (ONU) com a Costa Rica

Carolina Antunes/PRCarolina Antunes/PR

atualizado 17/10/2019 15:22

Brasil, Venezuela e Costa Rica disputavam duas vagas no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). A eleição ocorreu na manhã desta quinta-feira (17/10/2019), na sede da entidade, em Nova York, e terminou com o Brasil em primeiro, com 153 votos. A Venezuela ficou em segundo, com 105, e a Costa Rica em terceiro e de fora, com 96. O país havia lançado candidatura há apenas duas semanas, como um protesto devido à presença da Venezuela no conselho.

Ao fazer campanha, o Brasil também tentou evitar que o país vizinho fosse reeleito para o triênio de 2020 a 2023. “É um regime ilegítimo e essa candidatura é uma excrescência”, disse o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, para uma plateia de representantes de outros países em encontro no Itamaraty no último dia 4 de outubro.

Entidades de direitos humanos do mundo inteiro também protestaram contra a eleição da Venezuela — e algumas contra o Brasil também. Não foi suficiente, porém, para evitar a reeleição dos dois países.

Os outros eleitos para o próximo triênio foram Coreia do Sul, Japão, Líbia, Sudão, Mauritânia, Indonésia, Ilhas Marshall, Polônia, Armênia, Holanda e Alemanha. O Conselho de Direitos Humanos da ONU tem 47 membros, todos com mandatos de três anos.

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