“O mundo está unido contra a guerra de Putin”, diz Biden sobre Ucrânia

Sofrendo pressões cada vez maiores de países do Ocidente, o presidente russo não demonstra disponibilidade para recuar

atualizado 08/03/2022 18:11

O presidente russo, Vladimir Putin, convoca reunião do Conselho de Segurança da Rússia no Kremlin. Ele está de lado falando ao microfone - Metrópoles Kremlin Press Office/Handout/Anadolu Agency via Getty Images

Ao anunciar a proibição da compra de petróleo russo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a dizer que o presidente russo, Vladimir Putin, está enfraquecido.

Nesta terça-feira (8/3), em pronunciamento transmitido ao vivo de Washington, o chefe da Casa Branca foi categórico. “O mundo está unido contra a guerra de Putin”, frisou.

Com a crise em temperatura máxima, várias organizações internacionais estão pressionando Putin. São tentativas de frear a guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.

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Antes da declaração de Biden,o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, também fez alertas ao Kremlin, sede do governo russo.

Stoltenberg voltou a garantir “defesa” do território de países aliados e países amigos em caso de ataque russo.

Em entrevista transmitida ao vivo da Base Militar de Adazi, na Letônia, o chefe da aliança militar liderada pelos Estados Unidos mandou recados a Putin. Segundo ele, as tropas russas “subestimaram” a Ucrânia.

“Não procuramos nenhum tipo de conflito com a Rússia”, afirmou Stoltenberg. A crise entre o Kremlin e a Otan chegou a níveis máximos após a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Segundo ele, a visita à Letônia envia uma mensagem “inequívoca” a respeito disso. “Fazemos todo o necessário para proteger nossos amigos e aliados. Continuamos unidos pelo nosso povo e pelos nossos valores. A América do Norte e a Europa estão juntas”, concluiu.

Onda de refugiados

O Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que o número de refugiados da Ucrânia chegou a 2 milhões.

Filippo Grandi, líder da Acnur, visitou países que têm recebido ucranianos, como a Polônia, a Romênia e a Moldávia.

“Em outras regiões do mundo, sim, observamos este cenário, mas na Europa é a primeira vez desde a 2ª Guerra Mundial”, afirmou.

Neste 13º dia da invasão russa, as Forças Armadas ucranianas declararam mais cedo que o inimigo “continua em uma operação ofensiva, mas o ritmo de avanço de suas tropas diminuiu significativamente”.

O aparente recuo russo ocorre no momento em que as potências ocidentais intensificam as sanções econômicas sobre o país de Vladimir Putin e discutem seriamente um boicote ao petróleo russo, numa jogada que envolve a compra do produto na Venezuela pelos Estados Unidos.

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