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Guerra no Irã: número de mortos dispara após avanço contra alvos civis

Conflito, que começou no último sábado (28/2), já deixou ao menos 1.230 mortos no Irã e vítimas fatais em outros sete países

atualizado

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Covas são preparadas para estudantes mortas no Irã em ataque estadunidense e israelense que atingiu escola
1 de 1 Covas são preparadas para estudantes mortas no Irã em ataque estadunidense e israelense que atingiu escola - Foto: Handout/Getty Images

Entrando no sétimo dia nesta sexta-feira (6/3), a guerra no Irã já deixou ao menos 1.230 mortos no país, segundo números divulgados pela mídia estatal iraniana, com ofensivas dos Estados Unidos e de Israel inclusive contra alvos civis.

No primeiro dia da guerra (28/2), o líder supremo do regime teocrático iraniano, Ali Khamenei, foi assassinado. No mesmo dia, um bombardeio atingiu uma escola primária exclusiva para meninas, na cidade de Minab, no Sul do país, deixando 168 estudantes mortas.

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Funeral de estudantes mortas em ataque a escola no Irã
Caixões de estudantes mortas em ataque a escola no Irã são transportados
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Caixões de estudantes mortas em ataque a escola no Irã são transportados

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Funeral de estudantes mortas em ataque a escola no Irã
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Funeral de estudantes mortas em ataque a escola no Irã

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O exército de Israel negou ter conhecimento sobre o ataque à escola, e a Casa Branca afirmou que vai investigar, mas que “não tem como alvo civis”. A Organização das Nações Unidas cobrou uma investigação imparcial sobre o ataque.

Ataque atinge complexo esportivo

Na quinta-feira (4/3), um ataque atingiu o complexo esportivo Azadi, uma arena coberta pública com capacidade para 12 mil pessoas, segundo o governo do Irã. O ginásio, localizado em Teerã, capital do Irã, era usado principalmente para esportes, como futsal e vôlei.

O bombardeio causou sérios danos à infraestrutura do local, porém, não há informações sobre vítimas.

O Persepolis F.C, clube de futebol de Teerã, condenou o ocorrido e alegou que outros complexos esportivos do país também sofreram danos.

“O complexo esportivo de 12 mil lugares do Estádio Azadi, em Teerã, e outros complexos esportivos do país também sofreram danos após ataques aéreos atribuídos a inimigos sionistas e americanos. Trata-se de um complexo esportivo que, durante anos, foi local de presença de atletas, jovens e famílias, além de símbolo de entusiasmo, solidariedade e orgulho esportivo para o povo iraniano”, diz parte da nota do clube.

ONG diz que mais de mil civis morreram

A Hrana, agência de notícias da ONG de direitos humanos Human Rights Activists in Iran (HRAI), publicou na quinta-feira (5/3) que 1.168 civis morreram desde o início dos ataques, incluindo 194 crianças.

O cálculo da ONG compara relatórios de campo, fontes locais, contatos médicos e de emergência e material disponível em fontes abertas.

A HRAI é uma organização não governamental fundada em 2005, voltada a defender os direitos humanos no Irã. A ONG se define como um grupo “comprometido com a neutralidade e evitando afiliações políticas, com o objetivo de destacar as questões de direitos humanos no Irã, independentemente de qualquer viés político, religioso, étnico ou de gênero”.


Vítimas de outros países

  • A ofensiva contra o Irã provocou repostas do regime teocrático islâmico contra ao menos oito países. Além disso, Israel atacou o Líbano, deixando vítimas fatais.
  • Em Israel, nove civis morreram em um ataque à cidade de Beit Shemesh, segundo a Magen David Adom, organização integrante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
  • Os Estados Unidos informaram que seis militares americanos morreram na guerra até o momento.
  • Já no Líbano, ataques israelenses deixaram ao menos 77 mortos, segundo o Ministério da Saúde do país.
  • Também foram registradas vítimas fatais nos seguintes países: Bahrein, Kuwait, Omã e nos Emirados Árabes Unidos.

 

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