Governo Trump processa Universidade Harvard por antissemitismo

Segundo governo Trump, Universidade Harvard não atuou de forma eficaz para combater supostos casos de antissemitismo na instituição

atualizado

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Divulgação/Casa Branca
Donald Trump em entrevista de imprensa na Casa Branca nesta segunda
1 de 1 Donald Trump em entrevista de imprensa na Casa Branca nesta segunda - Foto: Divulgação/Casa Branca

O governo Donald Trump voltou a processar a Universidade Harvard, desta vez por antissemitismo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20/3) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com a administração norte-americana, a universidade federal “tolerou multidões antissemitas de estudantes estudantes, professores e visitantes que supostamente expressavam sua oposição a Israel agredindo, assediando e intimidando estudantes judeus e israelenses com supostas ligações raciais, étnicas e nacionais com Israel”.

Os casos, alega o Departamento de Justiça, aconteceram após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Além disso, Harvard é acusada de ser indiferente à situação de estudantes judeus e israelenses.

“Harvard não conseguiu disciplinar de forma significativa as multidões que ocuparam seus prédios e aterrorizaram seus estudantes judeus e israelenses. A lei federal proíbe a discriminação com base em raça, cor ou origem nacional em escolas que recebem financiamento federal”, diz um trecho do comunicado.

De acordo com o governo dos EUA, a medida pode resultar no congelamento de subsídios federais para a universidade, uma das mais prestigiadas do mundo.

Esta não é a primeira vez que a administração norte-americana inicia uma ofensiva contra Havard. No último ano, Trump já tinha acusado a instituição de manter posturas antissemitas e ideológicas, e proibiu a matricula de estudantes estrangeiros. A decisão foi posteriormente derruba pela Justiça dos EUA.

Entre 2024 e 2025, diversas universidades federais norte-americanas foram palcos de protestos de estudantes por conta do conflito na Faixa de Gaza. Uma das principais reivindicações dos manifestantes era o fim do financiamento dos EUA a Israel no conflito, em que mais de 72 mil palestinos foram mortos.

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