Nasa fará missões para pesquisar o Sol e estudar maior lua de Saturno

A missão Punch custará até US$ 165 milhões enquanto a missão Tracers, até US$ 115 milhões

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Loren Elliott/Getty Images
NASA’s Johnson Space Center Hosts Preview Of Its Open House 2018
1 de 1 NASA’s Johnson Space Center Hosts Preview Of Its Open House 2018 - Foto: Loren Elliott/Getty Images

A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta semana novas missões: para compreender o Sol e seus efeitos dinâmicos no espaço e para estudar Titã, a maior lua de Saturno.

O estudo do Sol será feito em duas missões. A primeira investigará como o sol derrama partículas e cria um sistema dinâmico de radiação no espaço. A segunda vai estudar a reação da Terra a tudo isso. A Nasa planeja fazer o lançamento em agosto de 2022.

De acordo com a Nasa, o Sol gera um derramamento de partículas conhecidas como vento solar, que pode criar um sistema dinâmico de radiação no espaço. Perto da Terra, as partículas interagem com o campo magnético do nosso planeta, o que pode resultar em impactos sobre redes elétricas, telecomunicações e sistemas de satélites em geral.

Composta por quatro pequenos satélites, a primeira missão, chamada Punch, vai se concentrar na atmosfera que está ao redor do Sol, a “corona” e rastrear a forma como produz o vento solar. Ela também vai estudar erupções que saem da massa solar e que podem ter impacto na Terra.

Já a outra missão, a Tracers, vai observar as partículas e campos na região Norte da Terra, mais especificamente a área que está ao redor do polo Norte, onde o campo magnético do nosso planeta faz uma curva. A missão fornecerá, em tempo real, imagens tridimensionais de cada satélite.

A missão Punch é financiada por Craig DeForest, do Instituto de Pesquisa Southwest, e terá custo de até US$ 165 milhões. Já a missão Tracers, liderada por Craig Kletzing, da Universidade de Iowa, custará até US$ 115 milhões.

Lua de Saturno
A outra missão, anunciada nesta quinta-feira (27/06/2019) pela Nasa é a Drangonfly (libélula), que tem como objetivo estudar Titã, a maior lua de Saturno. A agência anunciou que pretende enviar um drone autônomo com quatro rotores para Titã. A missão será lançada em 2026 e pretende aterrissar em 2034 em dezenas de pontos da lua em busca de componentes básicos para a existência de vida.

De acordo com os cientistas da Nasa, além da Terra, a maior lua de Saturno é o único corpo celeste conhecido por possuir rios, lagos e mares líquidos em sua superfície, embora estes contenham hidrocarbonetos como metano e etano, e não água.

A Drangonfly pousará primeiro em campos de dunas equatoriais e explorará a região em viagens curtas, parando ao longo do caminho para coletar amostras até chegar à cratera Selk, na qual há evidência de água líquida, materiais orgânicos e energia.

“Visitar este misterioso mundo oceânico pode revolucionar o que sabemos sobre a vida no universo”, disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine. “Esta missão de vanguarda teria sido impensável há poucos anos, mas agora estamos prontos para o incrível voo da Dragonfly.”

Titã é maior que o planeta Mercúrio e é a segunda maior lua do nosso sistema solar. Ao orbitar Saturno, está a cerca de 886 milhões de quilômetros do Sol, cerca de dez vezes mais longe que a Terra. Por estar tão longe do Sol, sua temperatura superficial é de cerca de 179 graus Celsius negativos e sua pressão superficial é 50% maior do que a da Terra.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?