Casamento de Meghan Markle e Harry une tradição e modernidade

Evento realizado no Castelo de Windsor contou com coral gospel e sermão de bispo negro norte-americano

atualizado 20/05/2018 9:05

Getty Images

A cerimônia do casamento entre Meghan Markle e o príncipe Harry mal terminou e especialistas históricos concordam: a união representa uma nova era na realeza britânica. Com presença expressiva de convidados negros, um pastor americano que citou Martin Luther King e uma apresentação do Kingdom Choir, formado apenas por cantores negros, o matrimônio foi marcado por quebras de paradigmas.

Além da maior representatividade trazida pela primeira noiva birracial da história da monarquia britânica, diversos outros detalhes da cerimônia e da festa fazem com que este seja, talvez, o casamento mais diferente da família Windsor.

A  americana que, ao se casar com o príncipe, adquiriu cidadania britânica, é divorciada, feminista e trabalha com organizações como a One World Vision, que atua diretamente com mulheres e meninas que vivem em Dubai e Mumbai.

Além disso, quando tinha apenas 11 anos, Meghan escreveu pessoalmente para a companhia Procter & Gamble criticando um anúncio, pois achava que uma das propagandas da marca era sexista. (A tática foi eficaz! A empresa tornou o slogan mais inclusivo.

Feminismo real
No altar, a duquesa de Sussex seguiu os passos da princesa Diana e Kate Middleton: não repetiu os votos de obediência ao marido.

A Rainha Elizabeth II, a princesa Margaret, a princesa Anne e uma longa lista de noivas reais antes delas incluíram a palavra “obedecer” nos votos matrimoniais, conforme prescrito no Livro Anglicano de Oração Comum, datado de 1662.

Em uma ruptura com o precedente real, Lady Diana Spencer decidiu, em seu casamento, em 1981, por não “obedecer” ao príncipe Charles. Escolheu seguir o atual ritual da igreja da Inglaterra e prometeu, na cerimônia realizada na Catedral de São Paulo, apenas “amar, consolar, honrar e manter o marido na doença e na saúde”.

Veja outras quebras de paradigmas que a noiva americana trouxe à tradicional celebração:

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Conto de fadas
Algumas tradições reais, entretanto, foram mantidas. Carruagem, coroa, príncipes e princesas. A cerimônia que marcou o “sim” entre Harry, 33, e Meghan Markle, 36, movimentou a Capela de São Jorge, localizada no Castelo de Windsor, neste sábado (19/5).

Sexto na linha de sucessão ao trono britânico e filho mais novo da princesa Diana e do príncipe Charles, Harry é um dos membros da realeza mais queridos do público. Meghan é conhecida pela atuação no seriado Suits.

O casamento reuniu 600 convidados, incluindo celebridades como George e Amal Clooney, David e Victoria Beckham e Elton John. Políticos ficaram fora.

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Para a ocasião, Meghan escolheu um vestido assinado pela estilista britânica Clare Waight Keller, atual diretora criativa da maison francesa Givenchy. O véu tinha uma delicada composição floral que homenageava os 53 países da Commonwealth, a “Comunidade das Nações”. A produção, simples e elegante, foi completada com uma tiara romântica.

“Você está incrível”, disse Harry, emocionado, ao receber Meghan no altar. A noiva chegou na capela em um Rolls Royce acompanhada da mãe, Doria Ragland, e entrou sozinha na nave. O príncipe Charles a levou até o futuro marido.

Após o momento do “sim”, os recém-casados seguiram em um desfile de carruagem pelas ruas de Windsor até o Castelo para o almoço oferecido pela rainha Elizabeth II. À noite, o príncipe Charles dará uma festa mais íntima, para 200 pessoas, na Frogmore House.

De acordo com os tabloides ingleses, o evento está orçado em nada menos que R$ 160 milhões.

O Metrópoles acompanhou a cerimônia em tempo real. Veja como foi:

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