Alemanha diz que situação na Amazônia é urgente e quer discutir no G7

Países mais ricos do mundo se reúnem no fim de semana na França. Para Bolsonaro, líderes europeus têm mentalidade colonialista

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atualizado 23/08/2019 12:42

Os incêndios que assolam a Amazônia constituem uma “situação urgente” que deve ser discutida durante a cúpula do G-7 neste fim de semana, declarou nesta sexta-feira (23/07/2019) Steffen Seibert, porta-voz da primeira-ministra Angela Merkel.

A chanceler alemã apoia o presidente francês, Emmanuel Macron, que anteriormente solicitou a discussão do tema no G-7 – grupo das nações mais ricas do mundo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

“A chanceler está convencida” de que a questão “deve constar na agenda dos países do G-7 quando se reunirem neste fim de semana” em Biarritz, declarou Seibert, em Berlim.

Neste mês, a Alemanha e a Noruega, únicos doares de recursos ao Fundo Amazônia, bloquearam verbas destinadas a ações de combate a incêndios na região amazônica. Os países europeus consideram que o Brasil não está cumprindo acordo contra o desmatamento. A Alemanha cortou financiamento de R$ 155 milhões, enquanto a Noruega, de R$ 133 milhões.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou

“No meio da crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

A presidente da Assembleia-Geral, María Fernanda Espinosa, cobrou “ação urgente”. Já a Organização Meteorológica Mundial (OMM) defendeu o uso de satélites para monitorar a situação.

Nas redes sociais, Bolsonaro rebateu Macron e destacou que “o governo brasileiro segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo”.

“A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G-7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21.”

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