Em debate, diretor de Luna defende autenticidade feminina do filme

Longa foi exibido nesta segunda (17/9) na mostra competitiva do 51º Festival de Brasília

atualizado 18/09/2018 13:32

Raquel Martins Ribeiro/Metrópoles

O longa-metragem Luna (MG), de Cris Azzi, foi tema de debate realizado nesta terça-feira (18/9), durante a programação do 51° Festival de Brasília.

Além do diretor, parte da equipe técnica e elenco estiveram presentes e reforçaram o coro em defesa  da obra. “O risco de porosidade e possível superficialidade foi consciente. Está na natureza do filme”, afirmou Azzi.

O diretor reforçou que a intenção era contar a história de uma jovem transformada. “A mim me interessou ir a fundo na trajetória da Luana. Seguir a personagem a partir de uma dimensão pública, das relações no ambiente escolar, para passar a investigar as profundidades e subjetividades dela”, completou o diretor.

Questionado sobre a falta de mulheres na equipe técnica, já que a obra trata da relação amorosa entre duas adolescentes, Cris ressalta que tanto a diretora de arte, Maíra Mesquita, quanto as atrizes e produtoras contribuíram para o resultado final.

“Eu discordo dessa opinião sobre a falta de representatividade feminina. Não chega a ser uma equidade, não posso dizer que seja meio a meio, mas está lá”, considerou.

“Foi um processo complexo pois tínhamos muita voz ativa no filme. Além de revisitar esses traumas no set, tínhamos que analisar todas essas questões de maneira ética e poética”, concluiu Eduarda Fernandes, protagonista do longa mineiro.

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