Coronavírus: enfermeiro, árbitro ajuda no combate à pandemia

Igor Benevenuto pertence ao quadro da CBF e tem dado plantões noturnos com a paralisação no futebol brasileiro

atualizado 08/04/2020 19:04

Árbitro da CBF, Igor Benevenuto agora atua como enfermeiroArquivo pessoal

Árbitro da CBF, o mineiro Igor Benevenuto tem tido uma rotina diferente desde a paralisação do futebol brasileiro. A pausa causada pela pandemia do coronavírus, entretanto, fez com que ele retornasse a outra ocupação. Enfermeiro por formação, Benevenuto passou a trabalhar na Unidade de Pronto Atendimento de Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Assim, o árbitro tem usado o combate à pandemia como forma de se manter ativo. A ideia é fazer algo que ajude a comunidade sem precisar ficar em casa durante o período de isolamento social.

“Não queria ficar dentro de casa sozinho. Ia ficar sem poder fazer nada. Então, decidi contribuir, fazendo o que eu gosto. Fora que vai me ajudar financeiramente, psicologicamente, emocionalmente, em todos os sentidos”, afirmou, em entrevista à Época.

Apesar de louvável, a medida não foi bem vista pelos familiares de Benevenuto. Uma tia do árbitro, que mora na Itália, foi totalmente contra a decisão dele de se tornar um dos membros da linha de frente no combate à pandemia.

“Ela falou: ‘você não vai trabalhar, sai disso, tem muitos médicos morrendo, você vai morrer. Mas eu me formei para isso, estou na linha de frente e correndo riscos. Mas é preciso pensar nas outras pessoas, até como gratidão”, recordou.

A enfermagem, entretanto, não é a única atividade fora a arbitragem na vida de Benevenuto. Em outros períodos, ele também atuou como assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte como forma de complementar a própria renda.

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