Anjo ou demônio? Além de gols, Messi soma insubordinações na carreira
Ele se recusou a cumprimentar o treinador Mauricio Pochettino no último jogo do PSG e esse ato trouxe à tona ocasiões semelhantes do passado
atualizado
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Os números e conquistas da carreira de Lionel Messi fazem dele um dos maiores jogadores da história do esporte e isso ninguém nega ou apaga da memória. O que é comum esquecer são os raros momentos de insubordinação, chilique e birra do craque argentino.
Na última rodada do Campeonato Francês, a atitude de Messi após ser substituído durante o jogo entre PSG x Lyon deu o que falar. Ele se recusou a cumprimentar o treinador Mauricio Pochettino e esse ato trouxe à tona outras ocasiões do passado nas quais o astro se comportou de forma inesperada.
Messi didn’t shake hands with Pochettino pic.twitter.com/od8JkMfH0X
— Drizzy (@messiprimes) September 19, 2021
O jornal britânico Daily Mail lembrou que o camisa 10 da seleção da Argentina já se recusou a treinar depois de ser substituído, já mandou mensagens a Pep Guardiola fazendo drama e até deixou de fazer uma visita tradicional do clube a hospitais infantis.
Briga com Luis Henrique
Depois de não ser titular no jogo do Barcelona na La Liga, contra o Real Sociedad, em janeiro de 2015, Messi fez um barulho e tanto. Sua reação ameaçou o trabalho de Luis Enrique, técnico do time catalão naquela época, fez com que o presidente convocasse eleições e o diretor esportivo Andoni Zubizarreta foi demitido.
Sem Messi ou Neymar no time inicial, o Barça saiu atrás do placar e o treinador acionou a dupla no intervalo, mas mesmo assim não evitou a derrota da equipe. Diante disso tudo, o argentino faltou o treino e a visita anual que os jogadores fazem a hospitais infantis.
O clube tentou justificar a ausência de Lionel no jogo alegando problema de estômago e Luis Enrique foi vaiado pelos torcedores na partida seguinte, contra o Elche. A imprensa espanhol chegou a noticiar que Messi tinha pedido ao presidente Josep Maria Bartomeu para demitir o técnico, ameaçando sair do time se Enrique continuasse.
Xavi Fernández — hoje na posição de comandante do Al-Sadd, do Catar — entrou em ação para apartar a richa entre o astro do time e o treinador. As coisas começaram a melhorar quando o Barcelona venceu o Atlético de Madrid por 3 x 1 na semana seguinte e Luis Enrique admitiu ter tido “um período de tensão” com Messi, mas ressaltou só poder “dizer coisas boas” sobre o jogador.
Mas, na verdade, ele aprendeu não poderia bater de frente com a estrela do time.
Não treinou por birra
Em outra era, quando Pep Guardiola estava em sua primeira temporada no cargo de treinador do time catalão, Messi também bateu o pé e esperneou após uma substituição. Naquela ocasião, Pep tirou o craque para colocar Pedro na vitória do Barcelona por 4 x 0 sobre o Valencia. Uma escolha aparentemente inofensiva já que a partida estava decidida, mas o argentino não viu dessa forma.
No dia seguinte, então, Messi declarou que faltaria o treino. Depois de várias ligações de seus colegas de time, ele foi convencido a deixar sua casa, mas quando chegou ao CT não quis colocar o uniforme.
Ao público, o Barcelona afirmou que o argentino não treinou pois estava tratando uma lesão, mas nos bastidores multou o astro pelo comportamento.
O objetivo de Lionel, no entanto, foi cumprido. Guardiola captou o recado e só tirou Messi de campo mais uma vez naquela campanha.
SMS reclamando de Ibrahimovic
Messi teve Guardiola na mão outras vezes. Na temporada seguinte, em 2009/10, quando Ibrahimovic trocou a Inter de Milão pelo Barça, e Samuel Eto’o deixou a Espanha, o argentino pintou e bordou.
O clube catalão gastou 46 milhões de euros para ter o atacante sueco e ele teve um começo brilhante com a camisa catalã somando 11 gols em seus quatro primeiro jogos, entre eles um triunfo no El Clasico contra o Real Madrid.
Ao invés de ficar feliz com o desempenho do companheiro, Messi ficou com ciúmes. Na época ainda com 22 anos, ele era muito tímido e não conseguia conversar abertamente com Pep. Então, ele desabafou por mensagem, sentado algumas fileiras atrás do treinador no ônibus do time.
“Posso ver que não sou mais importante para a equipe, então…”, escreveu o jovem Lionel, como conta o livro “O Mistério de Messi”. Ele estava chateado com a função de destaque que o sueco estava exercendo e estava forçando o argentino a jogar na ala direita depois de ter êxito como “falso nove” no fim da temporada anterior.
Como um passe de mágica, Messi voltou a atuar mais centralizado e Ibra foi “empurrado” para a direita, onde foi menos efetivo e tinha menos mobilidade. Na fase final da campanha, Zlatan teve uma queda de participação na campanha e deixou o clube rumo ao Milan em 2010/11, enquanto Messi seguia protagonizando, sendo artilheiro e o melhor jogador do Barcelona de todos os tempos.
Fora do jogo desta quarta
Consequência da polêmica no último domingo ou não, Messi está fora do jogo do time de Paris desta quarta-feira (22/9), contra o Metz, pela 7ª rodada do Campeonato Francês.
O fato é que, antes de sair do jogo contra o Lyon, o argentino teria sentido um problema físico e o exame de ressonância magnética apontou uma lesão óssea. Além disso, Pochettino está focado no confronto com o Manchester City pela Champions League na semana que vem.
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