Conheça Feras, a nova série da MTV com a brasiliense Camila Márdila
O segundo seriado de ficção da emissora vai tratar de feminismo e relacionamentos modernos: um manual para o homem heterossexual
atualizado
Compartilhar notícia

A MTV vai lançar, às 22h desta segunda-feira (21/1), sua segunda produção original de ficção: Feras. Passada em São Paulo, a série conta a história de Ciro (João Vitor Silva), um rapaz que termina um namoro de oito anos e se vê perdido diante da lógica afetiva atual. Cercado por diferentes núcleos de amigos, nosso protagonista debate afetividade e feminismo com seus pares.
“O Ciro é muito corajoso e está disposto a ouvir. A partir do fim do namoro, ele se encontra um mundo da solteirice completamente diferente de oito anos antes, porque tem a tecnologia, os apps, os novos tipos de relacionamento, as novas formas de conquistar, o que é ou não permitido”, descreve o ator, conhecido pelo papel de Pedrinho na versão mais recente do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
O atrapalhado protagonista faz de tudo para entender o amor contemporâneo. Se apaixona logo no primeiro encontro após o término e, é claro, quebra a cara. Ao tentar usar um aplicativo de paquera, vai parar num date em que tudo dá errado. “O Ciro foi um presente para mim, porque é um personagem com muitas camadas e coisa pra mostrar”, comemora João.
No elenco está a brasiliense Camila Márdila, na pele de Mari Maia, uma amiga de Ciro que, como a própria atriz descreve, “é a pessoa designada para dar uns tapas na cara dele, ajudar a cair na real”. Para a personagem, o amigo é romântico demais, talvez por ter vivido um relacionamento monogâmico por tanto tempo.
“Ela tem essa função quase didática de colocar para o Ciro algumas questões de gênero, relacionamentos, vida social. A Mari Maia, principalmente em relação ao feminismo, é a pessoa que dá os toques para ele, para dosar esse patriarcado na forma de se relacionar”, comenta a brasiliense. A atriz, conta João, foi uma escalação necessária ao elenco. “A Camila é uma pessoa muito esclarecida, trouxe bastante bagagem sobre o assunto. Ela é antenada, sabe falar do ponto de vista feminista, do papel da mulher, tudo que tratamos na série”, elogia.
Para a brasiliense, a diversidade no elenco é um ponto forte na trama: diferentes sexualidades, corpos e vivências são tratados. A cartunista Laerte Coutinho, por exemplo, faz sua estreia como atriz na série, no papel de uma psicanalista. “Não tem nenhuma tentativa moralizante de dar respostas ou de colocar a coisa numa posição de melhor ou pior, de certo ou errado. Os personagens misturam drama e comédia de uma maneira fluida, muito vida real”, comenta Camila.
Questionado sobre o que esperar da produção, João faz questão de apontar: essa é uma série para qualquer pessoa ver, mas é praticamente um manual de boa conduta para homens heterossexuais. “É sobre um cara que foi criado da forma mais arcaica possível e se dispõe a aprender nesse mundo completamente diferente. Espero que os homens pensem mais parecido com o Ciro, que se liguem nisso. Passou da hora”, exige.






