Cápsula de césio-137 esquecida em parede fez várias vítimas: entenda

Cápsula de césio-137 escondida em apartamento por nove anos fez famílias adoecerem sem saber a causa

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/Netflix
Minissérie Emergência Radioativa
1 de 1 Minissérie Emergência Radioativa - Foto: Divulgação/Netflix

Uma cápsula de césio-137 escondida na parede de um apartamento causou uma sequência de mortes silenciosas na cidade de Kramatorsk, na Ucrânia, entre 1980 e 1989. O material radioativo permaneceu ativo por anos sem que os moradores soubessem da exposição.

O caso lembra o acidente retratado na série Emergência Radioativa, da Netflix. A produção retoma o desastre com césio-137 em Goiânia, em 1987, quando cerca de 250 pessoas foram contaminadas. Enquanto o episódio brasileiro ganhou repercussão mundial, na Ucrânia uma família era exposta à mesma substância sem qualquer alerta.

Cápsula de césio-137 esquecida em parede fez várias vítimas: entenda - destaque galeria
13 imagens
Bukassa Kabengele como Evanildo
Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
Césio-137: atriz de SP diz como se preparou para viver médica em série
Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa
1 de 13

Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa

Yoshioka/Netflix
Bukassa Kabengele como Evanildo
2 de 13

Bukassa Kabengele como Evanildo

Divulgação/Netflix
Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
3 de 13

Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix

Reprodução/Instagram
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
4 de 13

Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas

Divulgação/Netflix
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
5 de 13

Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)

Divulgação/Netflix
Césio-137: atriz de SP diz como se preparou para viver médica em série
6 de 13

Césio-137: atriz de SP diz como se preparou para viver médica em série

Reprodução/ Netflix
Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
7 de 13

Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
8 de 13

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
9 de 13

Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos
10 de 13

Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
11 de 13

Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
12 de 13

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal
Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
13 de 13

Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

No apartamento, a cápsula ficou presa no concreto da parede após, possivelmente, se desprender de um equipamento industrial e contaminar o cimento de construção, segundo estudo publicado em 2005 pelo Centro Científico e Técnico de Exportação e Importação de Tecnologias da Ucrânia. O uso desse tipo de radiação era comum em dispositivos de monitoramento industriais.

Foto de prédio na Ucrânia
Prédio 7, na rua Gvardeytsiv Kantemirovtsiv, onde duas famílias foram contminadas com Césio-137 na Ucrânia

A situação se agravou porque uma cama de criança ficava ao lado da parede contaminada. Ao longo dos anos, duas famílias foram afetadas. Na primeira, mãe e dois filhos morreram de leucemia. Na segunda, o filho mais velho morreu em 1987, e o mais novo ficou gravemente doente.

A origem do problema só foi descoberta após nove anos, quando moradores solicitarem a medição da radiação. Parte da parede foi removida e levada ao Instituto de Pesquisa Nuclear da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, onde a cápsula foi retirada com segurança.

Após o caso, o país reforçou o controle sobre fontes radioativas e ampliou o monitoramento de materiais da construção civil. Também passaram a ser feitas inspeções em edifícios antes da liberação para uso, para evitar novos episódios semelhantes.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comEntretenimento

Você quer ficar por dentro das notícias de entretenimento mais importantes e receber notificações em tempo real?