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Cápsula de césio-137 esquecida em parede fez várias vítimas: entenda

Cápsula de césio-137 escondida em apartamento por nove anos fez famílias adoecerem sem saber a causa

26/03/2026 20:11
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Divulgação/Netflix
Minissérie Emergência Radioativa

Uma cápsula de césio-137 escondida na parede de um apartamento causou uma sequência de mortes silenciosas na cidade de Kramatorsk, na Ucrânia, entre 1980 e 1989. O material radioativo permaneceu ativo por anos sem que os moradores soubessem da exposição.

O caso lembra o acidente retratado na série Emergência Radioativa, da Netflix. A produção retoma o desastre com césio-137 em Goiânia, em 1987, quando cerca de 250 pessoas foram contaminadas. Enquanto o episódio brasileiro ganhou repercussão mundial, na Ucrânia uma família era exposta à mesma substância sem qualquer alerta.

Cápsula de césio-137 esquecida em parede fez várias vítimas: entenda - destaque galeria
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Bukassa Kabengele como Evanildo
Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
Emergência Radioativa estreou nesta sexta (13/3)
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Johnny Massaro vive o protagonista Márcio en Emergência Radioativa
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Yoshioka/Netflix
Bukassa Kabengele como Evanildo
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Bukassa Kabengele como Evanildo

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Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix
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Johnny Massaro em Emergência Radioativa, nova minissérie da Netflix

Reprodução/Instagram
Antonio Saboia e Luiz Bertazzo interpretam dois médicos que ajudaram no tratamento das vítimas
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Divulgação/Netflix
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Divulgação/Netflix
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Reprodução/ Netflix
Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
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Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
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Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos
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Donizeth Rodrigues de Oliveira, hoje com 61 anos

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137
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Luiza Odete mostra cicatrizes deixadas pelo contato com Césio-137

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal
Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

No apartamento, a cápsula ficou presa no concreto da parede após, possivelmente, se desprender de um equipamento industrial e contaminar o cimento de construção, segundo estudo publicado em 2005 pelo Centro Científico e Técnico de Exportação e Importação de Tecnologias da Ucrânia. O uso desse tipo de radiação era comum em dispositivos de monitoramento industriais.

Foto de prédio na Ucrânia
Prédio 7, na rua Gvardeytsiv Kantemirovtsiv, onde duas famílias foram contminadas com Césio-137 na Ucrânia

A situação se agravou porque uma cama de criança ficava ao lado da parede contaminada. Ao longo dos anos, duas famílias foram afetadas. Na primeira, mãe e dois filhos morreram de leucemia. Na segunda, o filho mais velho morreu em 1987, e o mais novo ficou gravemente doente.

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A origem do problema só foi descoberta após nove anos, quando moradores solicitarem a medição da radiação. Parte da parede foi removida e levada ao Instituto de Pesquisa Nuclear da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, onde a cápsula foi retirada com segurança.

Após o caso, o país reforçou o controle sobre fontes radioativas e ampliou o monitoramento de materiais da construção civil. Também passaram a ser feitas inspeções em edifícios antes da liberação para uso, para evitar novos episódios semelhantes.