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Uma das sopranos mais populares do planeta, Sarah Brightman escolheu a América do Sul para iniciar a turnê de seu mais recente álbum, Hymn, lançado em 9 de novembro. Sua passagem pelo Brasil inclui datas em São Paulo (24 e 25/11), Brasília (27, no Centro de Convenções), Rio de Janeiro (29) e Curitiba (1º/12).

O disco encerra um hiato de cinco anos sem novidades de estúdio – durante esse período, a britânica também não fez shows em países sul-americanos. Hymn vem em momento oportuno, logo após a frustrada viagem da artista à Estação Espacial Internacional.

“Queria fazer um álbum cheio de esperança e inspirador para as pessoas”, diz a intérprete em entrevista ao Metrópoles. Na conversa, a cantora também fala sobre o conceito do novo espetáculo e sua relação com a música transmitida por streaming.

Seu novo álbum, Hymn, acaba de sair. O que os fãs podem esperar das novas músicas? Que experiência você pretende proporcionar aos ouvintes com esse trabalho?

Saí do programa espacial russo. E queria fincar meus pés no chão. Aluguei uma casa na praia (Flórida). Nesse período, meu produtor, Frank Peterson, ligou e me disse que era hora de voltar ao trabalho. Ele perguntou: “O que você quer fazer?”. Vivemos num mundo meio distópico no momento. Queria fazer um álbum cheio de esperança e inspirador para as pessoas.

É um disco importante. Pesquisamos várias músicas que ficariam bem na minha voz, nos coros. E fizemos este álbum bastante eclético chamado Hymn. Todo mundo está gostando. Mistura clássico, pop, dance.

Pode falar um pouco sobre o conceito por trás dos shows da nova turnê?

A primeira metade é uma retrospectiva do meu trabalho. Cantarei todos os meus hits. Na segunda, vêm as faixas novas. Tem muita luz preenchendo o espaço, banda, um grande coral. O show ganha um sentido angelical e espiritual com os corais. Os cristais criam uma dimensão extra, refletindo a luz. Tudo vem se encaixando bem e é algo bem inspirador para os fãs.

A tecnologia sempre deixa um impacto permanente na música. O streaming, por exemplo, afetou a maneira como você faz e lança seu trabalho?

Por onde começar? [risos] A dimensão da música mudou quando a música por streaming aconteceu. Ficou mais difícil, na verdade, ser comprado. Os britânicos sempre foram muito inventivos.

Como nação, somos inventivos. Sobrevivemos a duas grandes guerras. Temos uma imensa capacidade de criação. Isso [tecnologia] nunca foi determinante para mim. Gasto tempo com as coisas. Tecnicamente, no fim das contas, as pessoas querem uma voz bonita, músicos maravilhosos.

Que conselho você daria a quem deseja seguir carreira na música?

Eu acho que, na comparação com artistas do passado, vivemos tempos de muita distração. Os músicos têm que lidar com redes sociais. Se você tem muitos hits no Facebook, você é uma estrela. Na verdade, isso só funciona por um tempo. Você tem que ser realmente bom. Seja realmente bom na sua arte, trabalhe com os professores certos, tome as melhores decisões.

Gosta de música brasileira?

Eu amo o som da música brasileira. É totalmente único. É reconhecível em qualquer lugar que você estiver no mundo. Não consigo dizer o nome de muitos artistas tradicionais ou da atualidade, mas o mundo ama.

Sarah Brightman – Turnê Hymn
Terça-feira (27/11), às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Setor de Divulgação Cultural, Eixo Monumental). Ingressos: R$ 270 (poltrona especial 2), R$ 320 (poltrona especial 1), R$ 320 (poltrona lateral) e R$ 420 (poltrona premium). Os portões abrem às 19h30. À venda pela internet e na bilheteria do teatro. Evento não recomendado para menores de 16 anos