Secretário de Segurança se propõe a falar na CPI do Feminicídio

Anderson Torres encaminhou um ofício se apresentando à comissão e deve depor na próxima segunda. Audiência pública foi marcada para dezembro

atualizado 18/11/2019 19:41

JP Rodrigues/Metrópoles

A primeira oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito contra o Feminicídio na Câmara Legislativa (CLDF) foi confirmada para a próxima segunda-feira (25/11/2019). O secretário de Segurança, Anderson Torres (foto em destaque), será a primeira autoridade a prestar esclarecimentos sobre ações de combate aos crimes contra a mulher no Distrito Federal.

Em vez de ser convocado a comparecer à comissão, o próprio secretário enviou ofício se prontificando a contribuir com os trabalhos. A presença e data de comparecimento tiveram a aprovação em reunião da CPI nesta segunda-feira (18/11/2019).

A expectativa é de que os próximos a serem ouvidos sejam a secretária da Mulher, Ericka Filippelli, e o diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido. As datas ainda não foram fechadas.

Outro requerimento aprovado veio com a realização de uma audiência pública de caráter expositivo, com a presença de especialistas na área de combater à violência contra mulher. O encontro está marcado para 9 de dezembro.

Sem definição

Apesar do prosseguimento dos trabalhos, ainda não há definição sobre quem ocupa a presidência da CPI do Feminicídio. Quem lidera a mesa, por enquanto, é o vice-presidente da comissão, Cláudio Abrantes (PDT) – a presidente era Telma Rufino (Pros), mas ela saiu para assumir a Administração Regional de Arniqueiras.

A primeira pauta da próxima reunião é a determinação da presidência. Entretanto, caso não haja um consenso até lá, Abrantes deve continuar a conduzir os trabalhos para não atrapalhar a oitiva do Secretário de Segurança.

Ao que tudo indica, Rodrigo Delmasso (Republicanos) substituirá Telma. O bloco, no entanto, ainda não confirmou oficialmente o nome. Ainda há o caso de Hermeto (MDB). Ele voltou à CPI tão logo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou parcialmente a medida protetiva pedida pela ex-mulher.

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