PCDF investiga integrante de igreja católica suspeito de estuprar 11 jovens

Entre as supostas vítimas, há adolescentes e jovens que procuraram autoridades policiais para denunciar os crimes alegados

atualizado 27/05/2020 17:48

Homem segurando microfoneRedes sociais/Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga acusações de estupros apresentadas contra um ex-integrante da paróquia Santa Mãe de Deus, em Santa Maria.

Conforme o Metrópoles apurou, pelo menos 11 supostas vítimas, entre adolescentes e jovens, procuraram autoridades policiais para denunciar os crimes. O caso está sob investigação da 20ª Delegacia de Polícia (Gama).

O suspeito de cometer os abusos sexuais é Elithon Carlito Silva Pereira. Conhecido na igreja como Tom, ele realizava trabalhos de acolhimento com jovens no templo religioso localizado em Santa Maria.

Entre os alvos dos abusos, estariam os coroinhas da igreja. Os pais de uma das vítimas que procuraram a PCDF disse que o crime teria ocorrido em 2016.

Fiéis da congregação ouvidos pela reportagem relatam que, após a denúncia dos pais do coroinha, Tom deixou o ministério e passou a morar na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Gama. Ele teria sido convidado pelo padre.

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Arquidiocese se manifesta

Nessa terça-feira (26/05), a Arquidiocese de Brasília também se pronunciou sobre as acusações. A entidade defendeu, em nota, que a paróquia Nossa Senhora da Aparecida, onde Tom reside atualmente, e seu pároco “não têm qualquer relação com os crimes apontados”.

Segundo a arquidiocese, ao tomar conhecimento das denúncias, o padre conduziu Elithon para a 20ª DP. “O pároco já esteve na delegacia e apresentou todas as informações que tinha a seu alcance e que possam auxiliar o trabalho de investigação”.

Por fim, a entidade afirmou que não recebeu denúncia dos fatos, mas que espera “sua rigorosa apuração para pronta realização da justiça”.

Em entrevista ao Metrópoles, o padre Luís Meire, da Paróquia Santa Mãe de Deus, negou ter tomado conhecimento de casos no templo religioso, onde é pároco desde 2018.

“Ele era um paroquianos comum, que fazia parte dos grupos da paróquia. Todos esses casos ocorreram no Gama. Até agora, não chegou nenhuma mãe ou nenhum pai para denunciar casos na nossa paróquia. Pode até ter ocorrido, mas ainda não tomei conhecimento”.

Segundo o religioso, Elithon morava em Santa Maria, mas deixou a cidade para residir na paróquia do Gama em 2014.

Afastado

Em nota, o Ministério Vida e Luz confirmou ter tomado conhecimento das denúncias apresentadas contra o suspeito e pontuou que Elithon está desligado de todas atividades religiosas.

Ainda no documento, a entidade afirma que aguarda o fim das investigações para se pronunciar sobre as acusações.

“O ministério coloca-se à disposição das autoridades para qualquer esclarecimentos”, diz trecho da nota.

A reportagem entrou em contato com Elithon para comentar as acusações, mas ele não respondeu. O espaço está aberto para manifestações.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da PCDF assinalou que “não informa sobre suspeitos envolvidos em ocorrências policiais”.

Colaborou Carlos Carone

 

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