Okumoto: patrão decidirá o que fazer com funcionário que não quiser vacina

O secretário de Saúde do DF lembrou que a vacinação contra Covid-19 não é obrigatória, mas que conta com a consciência de cada um

atualizado

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Divulgação/SES-PB
PB tem 17% da população com esquema vacinal completo contra a Covid-19
1 de 1 PB tem 17% da população com esquema vacinal completo contra a Covid-19 - Foto: Divulgação/SES-PB

Os empregadores do Distrito Federal vão decidir o que fazer com empregados que não tomarem a vacina contra Covid-19 por opção. Em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (28/6), o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, lembrou que a imunização não é obrigatória e que a decisão de verificar o cartão dos empregados para possível retorno ao trabalho será de cada patrão.

“A vacinação não é obrigatória. Se a pessoa não tiver interesse, por qualquer motivo, ela não será obrigada. Porém, não posso me responsabilizar pela decisão dos empregadores. Sobre as pessoas que não receberam a vacina por opção, se elas podem voltar ao trabalho? Isso será avaliado por cada empregador”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto.

Ele lembrou ainda que a imunização é importante para garantir que não haja mais mortes pela Covid-19. “É importante ter consciência”, disse.

O assunto entrou em pauta quando o secretário foi questionado sobre o retorno das atividades presenciais das creches e como ficaria o risco das crianças, uma vez que em várias categorias há pessoas que recusam a vacina por opção.

Okumoto citou o exemplo da própria Secretaria de Saúde ao dizer que nem todos os servidores da pasta aceitaram a imunização: “Hoje, sabemos de casos de funcionários que morreram. Poderiam ter sido imunizados e recusaram”.

Rodoviários

O GDF também informou que das 11 mil doses de vacina contra a Covid-19 destinadas aos rodoviários no Distrito Federal, somente 4.337 foram aplicadas. Neste fim de semana, por exemplo, das 2 mil doses disponibilizadas, apenas 583 foram usadas. O GDF reclama da baixa adesão e alerta que os imunizantes não serão guardados.

“Venho falando que as vacinas não ficarão paradas. Se não tomarem, as doses serão aplicadas em outros grupos”, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha na entrevista coletiva.

A Secretaria de Mobilidade vai levantar essa questão. “Pode haver dificuldade dessas pessoas em buscar o ponto de vacinação. Vamos checar”, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.

 

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