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Na Mira

Saiba quem são os nove presos do PCC que planejavam matar Moro e promotor

Suspeitos têm vasta ficha criminal e tinham começado a executar plano de ataque contra os alvos

23/03/2023 09:31, atualizado 23/03/2023 10:47
Rafaela Felicciano/Metropoles e Alesp
Sergio moro e Lincoln Gakiya - Metropoles

A Polícia Federal (PF) prendeu, na tarde dessa quarta-feira (22/3), nove integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que pretendiam sequestrar e matar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco).

Os suspeitos detidos têm vasta ficha criminal e já haviam começado a executar o plano de ataque, alugando imóveis, que funcionavam como base de operações, e até construindo esconderijos.

Segundo fontes ligadas à investigação, os detidos foram: Valter Lima Nascimento, o Guinho; Reginaldo Oliveira de Sousa, conhecido como Rê; Franklin da Silva Correa, vulgo Frank; Aline de Lima Paixão; Aline Arndt Ferri; Cintia Aparecida Pinheiro Melesqui, conhecida como Luana; Herick da Silva Soares, vulgo Sonata; Claudinei Gomes Carias, também chamado de Nei; e Janeferson Aparecido Mariano Gomes, o Nefo.

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Outros dois envolvidos estão foragidos. Um deles é Patric Velinton Salomão, 42 anos, conhecido como Forjado.

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Cerca de 120 policiais federais cumpriam 24 mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e São Paulo. Além de Moro, os criminosos pretendiam matar a esposa dele, Rosangela, e os filhos do casal.

No chamado Pacote Anticrime, Moro propôs, entre outras medidas, a vedação da visita íntima e o monitoramento dos contatos dos presos, inclusive com advogados, em presídios federais.

Em 2018, o promotor Lincoln Gakiya pediu a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, de São Paulo para um presídio federal. No início do ano seguinte, o chefe do PCC foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília.

Investigação começou pelo MPSP

Os planos de ataque foram descobertos pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que compartilhou as informações com a Polícia Federal.

Segundo as investigações, o sequestro e a morte de Moro e de outras autoridades seriam cometidos para obter dinheiro e conseguir o resgate de Marcola, líder máximo do PCC.

As diligências da PF revelaram que os ataques poderiam ocorrer simultaneamente. O grupo do PCC responsável pela operação seria a Sintonia Restrita, uma espécie de “setor de inteligência” com ampla rede de criminosos.

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Dinheiro apreendido na operação que prendeu quadrilha que queria matar Moro
Carro de luxo na casa de um dos alvos
Operação ocorreu em várias unidades da Federação
Polícia Federal fez operação nesta quarta-feira (22/3) contra PCC, que pretendia matar senador Sergio Moro e promotor de Justiça
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Polícia Federal fez operação nesta quarta-feira (22/3) contra PCC, que pretendia matar senador Sergio Moro e promotor de Justiça

PF/Divulgação
Dinheiro apreendido na operação que prendeu quadrilha que queria matar Moro
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Dinheiro apreendido na operação que prendeu quadrilha que queria matar Moro

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Carro de luxo na casa de um dos alvos
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Carro de luxo na casa de um dos alvos

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Operação ocorreu em várias unidades da Federação
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Operação ocorreu em várias unidades da Federação

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O nome da operação — “Sequaz” — se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém, devido ao método usado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações das possíveis vítimas.