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Golpista usa CNH bizarra para tentar enganar INSS e se “aposentar”

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) havia sido fraudada com a foto de um modelo com cara de assustado e apelidos no lugar dos nomes

atualizado 10/08/2022 21:44

CNH falsaReprodução

A audácia de estelionatários que tentam burlar os mecanismos de segurança do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) superou todos os limites. A equipe de monitoramento de benefícios detectou, em um dos pedidos de aposentadoria feitos à autarquia federal, um documento bizarro. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) havia sido fraudada com a foto de um modelo e apelidos no lugar dos nomes. O caso foi registrado para apuração na Polícia Federal (PF).

A tentativa de fraude foi descoberta pela Superintendência Norte/Centro-Oeste, onde o trabalho de monitoramento de benefícios identificou a tentativa de golpe. O autor seria morador do município de Valparaíso, no Entorno do DF e tentou usar o documento falso para pedir aposentadoria.

Para evitar as fraudes, os servidores trabalham para comprovar se a pessoa que fez o pedido realmente tem condições ou algum tipo de vínculo com o INSS. Caso a fraude seja comprovada e o golpista tenha algum tipo de vínculo com a autarquia, ele perde o benefício levando em consideração a tentativa de estelionato.

Mais golpes

Polícia Federal deflagrou a Operação Polimorfa, na manhã desta segunda-feira (8/8), para desmantelar esquema de crimes de fraude envolvendo recebimento de valores indevidos de seguro-desemprego mediante apresentação de documentos falsos. Apurações apontam que uma mulher chegou a mudar o nome e o visual diversas vezes a fim de aplicar os golpes.

A ação mobilizou 22 policiais federais, que cumpriram três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Fortaleza (CE). A principal investigada foi presa. Segundo a PF, ela tem atuação destacada no esquema criminoso criando pessoas físicas e jurídicas com o objetivo de simular demissões para fins de recebimento indevido de seguro-desemprego.

As investigações tiveram início em 2022 com base em fraudes registradas em 2018. Os trabalhos foram feitos em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, Ministério do Trabalho e com a Controladoria Geral da União (CGU). Os policiais identificaram indícios de irregularidades na concessão de 55 benefícios do seguro.

 

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