Os bastidores da cobertura policial de um jeito que você nunca viu

Acampamento bolsonarista no DF tem “terapia express” para “patriotas”

Manifestantes se dizem exaustos e enfrentam problemas físicos, financeiros e familiares. Grupo chegou a desabafar em publicação no Twitter

atualizado 30/11/2022 10:35

Tenta de atendimento psicológico Arquivo pessoal

Há 29 dias acampados em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília, bolsonaristas contam com estrutura completa para permanecer no local. Ela inclui banheiros químicos, tendas para orações e até ponto de apoio psicológico para os “patriotas”.

Como publicado pela coluna Na Mira nessa terça-feira (29/11), alguns manifestantes se dizem exaustos e enfrentam problemas físicos, financeiros e familiares.

Em postagem publicada por Jair Bolsonaro (PL) no Twitter, um grupo chegou a desabafar em resposta à publicação do presidente. Os manifestantes diziam estar cansados de pegar sol e chuva. Alguns alegaram ter perdido o emprego e até o casamento.

acampamento bolsonarista
Acampamento bolsonarista

Em um dos comentários, um bolsonarista comenta que a vida “virou de cabeça para baixo”. “[Eu] me encontro há 30 dias parado na frente de quartéis. Cago na sarjeta, minha esposa me deixou e levou meus dois filhos pequenos. Perdi meu emprego e devo r$ 2 mil ao meu primo”, lamentou.

Veja prints dos comentários:

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
0

Sem recuar

Em outras mensagens enviadas ao presidente, um bolsonarista afirmou que não recuará, apesar de a esposa ter pedido divórcio e de ter sido obrigado a vender o carro. “Não tenho mais nem onde morar. [Mas] acho que vai valer à pena. Minha bandeira não pode se render ao comunismo”, escreveu.

Outro homem acampado em frente ao QG comentou que espera por uma ação definitiva do presidente Jair Bolsonaro. “Perdi meu emprego, meus familiares e amigos estão contra mim, mas não vou sair daqui. Eu amo esta nação”, disse.

Os manifestantes protestam contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República.

Mais lidas
Últimas notícias