Michelle Bolsonaro vai a velório e se manifesta sobre morte de jovem agredido por piloto
Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro esteve no velório do jovem Rodrigo Castanheira, e lamentou pelo sofrimento dos familiares e amigos dele
atualizado
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve no velório do jovem Rodrigo Castanheira, de 16 anos, nesse domingo (8/2). Em uma nova publicação nas redes sociais, nesta segunda-feira (9/9), a esposa de Jair Bolsonaro (PL) lamentou pelo sofrimento da família e dos amigos do jovem que morreu após sofrer agressões do ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Turra, de 19 anos.
“Foi muito doloroso presenciar o sofrimento da família e a tristeza dos jovens amigos de Rodrigo. Para muitos deles, esta foi a primeira grande dor da vida, perder um amigo de forma tão brutal”, escreveu Michelle.
Segundo a esposa de Bolsonaro, ela esteve acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) no velório. A vice-governadora Celina Leão (PP) também compareceu no sepultamento do adolescente.
Veja imagens do sepultamento:
Michelle agradeceu ao pastor Gilberto Wegermann pela organização do velório, bem como a Celina Leão por disponibilizar o carro do Corpo de Bombeiros Militar do DF para o cortejo de Rodrigo. “Ele tinha grande admiração pela corporação, e esse gesto foi uma linda e significativa homenagem”, citou.
Na mesma postagem, a ex-primeira-dama também orou pela família do adolescente e pediu por justiça.
“Que Deus cuide dessa família trazendo consolo e paz aos corações enlutados. Que o Senhor abençoe e proteja a nossa juventude de toda a maldade, das ciladas do inimigo, e que a justiça seja feita”, publicou.
No domingo (8/2), Michelle já havia usado as redes sociais para prestar homenagens a Rodrigo. Na ocasião, ela postou uma passagem bíblica.
“Que o consolo esteja com esta família que chora pela partida do Rodrigo. Cremos na justiça de Deus e que ele está com o nosso Pai, em um lugar onde não existe mais dor. Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá. (João 11:25)”, disse a ex-primeira-dama.
Uma morte que abalou o DF
A morte de Rodrigo chocou moradores do Distrito Federal nesta semana e reacendeu o debate sobre violência entre jovens.
O estudante não resistiu às graves lesões sofridas após uma briga ocorrida em Vicente Pires. Ele foi socorrido em estado crítico, com traumatismo craniano, e permaneceu intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Águas Claras. Apesar dos esforços médicos, morreu em decorrência das complicações.
O corpo do adolescente, morto aos 16 anos após duas semanas internado em estado grave, foi velado em cerimônia reservada, na tarde deste domingo (8/2) em uma igreja evangélica.
O principal envolvido no caso, Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto da Fórmula Delta, teve a prisão preventiva decretada e foi detido no dia 30/1. Ele foi encaminhado à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). Anteriormente, havia sido liberado após pagamento de fiança. Atualmente está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo da Papuda.
Como a briga começou
Segundo a investigação, a confusão teve início na noite do dia 22/1. Testemunhas relataram que o suspeito teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, os dois adolescentes passaram a se agredir fisicamente.
Vídeos gravados no local mostram o momento em que um soco faz Pedro bater violentamente a cabeça contra um carro. O impacto o deixou desacordado. Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.
Investigação e novas acusações
O novo pedido de prisão foi solicitado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, apresentou detalhes adicionais e afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios violentos, incluindo a suposta agressão com uso de taser contra uma adolescente. A defesa contestou as declarações, alegando que a caracterização psicológica do suspeito extrapola a competência policial.
Também vieram à tona registros de ocorrências anteriores, como:
- agressão em praça pública após desentendimento;
- briga de trânsito com um motorista de 49 anos;
- denúncia de coação contra uma adolescente para consumo de bebida alcoólica.
Todos os casos seguem sob investigação. Com a confirmação da morte, a tipificação do crime pode ser alterada para lesão corporal com resultado morte ou até homicídio, o que aumenta a gravidade da acusação e a pena prevista.














